Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

J em Libreville

05 de Setembro, 2014
De resto, o pensamento não pode ser outro, depois de ter dedicado as últimas duas semanas à preparação intensiva a propósito. Para lá disso, o pensamento tinha de ser mesmo de optimismo. Assim deve ser, assim tem de ser em alta competição. Pois quem não se assume ambicioso pode ter meio caminho andado para o fracasso.

Angola vai começar a prova fora de portas. Esta situação tem as suas nuances, mas não deve prender o pensamento. É preciso acreditar que em alta competição todas as equipas jogam de cabeça erguida, seja em casa ou fora. Por isso, jogar em ambiente alheio não constitui quebra de probabilidades. É nisto que deve estar centralizada a atenção dos Palancas.

E mais: mesmo que não se consiga arrancar uma vitória, um empate na casa alheia e para começo da corrida também não fica mal. É evidente que no futebol não se aconselha ninguém a entrar em campo com o pensamento voltado para empate. Mas, um dado certo é que os resultados produzidos nos jogos amistosos ajudam-nos a sonhar alto.

Bom seria que a selecção conseguisse desta vez uma qualificação sem os apertos experimentados em ocasiões anteriores. É preciso que se ultrapasse a condição de se qualificar com a tabuada à mão, a fazer contas à vida perante a dependência de terceiros. Uma vez ou outra também se sai bem na fotografia quando a qualificação decorre por mérito próprio.

Angola está num grupo de apenas quatro selecções e que qualifica as primeiras duas. Quer o Gabão quer o Burkina Faso acabam, pelo sim pelo não, por ser do seu campeonato. Pois nos registos da história não encontramos título no palmarés de nenhuma destas selecções, pese embora o Burkina Faso ser vice-campeão africano.

Portanto, está dito que se está perante uma soberana oportunidade de o nosso país assinalar a sua sexta presença consecutiva num campeonato africano. Tudo depende apenas dele, bastando para o efeito que faça bem o trabalho de casa. As unidades convocadas pelo seleccionador nacional têm vindo a dar muito boas referências.

Vamos dar voto de confiança à nossa selecção, vamos acreditar no seu potencial competitivo. Ontem, na despedida, recebeu palavras de encorajamento do ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, que também acredita e tem fé que a rapaziada às ordens de Romeu Filemon pode orgulhar a nação.

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