Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

J falta pouco

29 de Dezembro, 2014
Estamos a 48 horas do tiro de largada da 59ª edição da corrida de fim de ano, a “São Silvestre”, que sai à rua no dia 31, a partir das 18 horas, num percurso de dez quilómetros. Depois da vistoria na semana passada, a conclusão é que as condições de um modo geral estão criadas para a disputa da tradicional corrida pedestre. As inquietações na sua maioria estão ultrapassadas, pode-se dizer a apenas dois dias, que se espera a “hora H”.

Aliás, a disputa no domingo da Corrida da Família foi uma forma de testar a máquina organizativa, ao que parece tudo caminha dentro dos carris, a fazer fé nas palavras dos dois principais responsáveis da Federação e comissão organizadora, Carlos Rosa e Adriano Nunes.

As pequenas arestas que ainda estão por limar não causam incómodos de monta, pois são situações que podem perfeitamente ser equacionadas, até algumas horas antes da prova. A comissão organizadora em colaboração com o Governo da Província de Luanda e com a Polícia Nacional tudo tem feito, para que a São Silvestre de Luanda seja disputada sem sobressaltos.

O facto de há cerca de três/quatro anos a Federação trabalhar com alguma antecedência na organização da corrida, para que em cada edição as coisas sejam cada vez melhor, facilita o trabalho, pelo que nesta altura, já não há razões para grandes correrias.
As inovações introduzidas há dois anos, como o carro-relógio e os tapetes de cronometragem, para melhor controlo do tempo e das marcas dos participantes, ajudam a credibilizar cada vez mais a nossa prova a nível mundial.

A disponibilidade das autoridades do Governo da Província de Luanda e da Polícia Nacional é também um facto, que tem contribuído para facilitar o trabalho da organização da corrida, que deve estar a trabalhar igualmente em antecipação na criação das condições para o êxito do Meeting Internacional de Luanda, que se disputa 24 horas depois da São Silvestre.

Um senão, talvez se coloque em relação aos prémios, que parece merecer uma certa melhoria para que atraia os nomes mais sonantes do atletismo mundial.
O facto de os vencedores da última edição, os quenianos Stanley Biwot e Priscah Jeptoo, terem preterido a nossa prova em favor da que se vai disputar na cidade do Rio de Janeiro, pode ser um factor de reflexão, neste particular.

Espera-se que seja objecto de revisão os valores dos prémios por categorias, para valorizar-se o labor das pessoas com necessidades especiais, que fazendo o mesmo percurso, têm prémios muito abaixo dos atletas normais.
Enquanto se espera pelo tiro de largada, é momento para as últimas afinações de modo a que os corredores estejam concentrados e preparados do ponto de vista físico e psicológico.

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