Jornal dos Desportos

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Opinio

Jogar na antecipao

20 de Novembro, 2014
A Selecção Nacional sénior feminina de andebol seguiu ontem para Portugal a fim de dar seguimento a preparação com vista à participação no torneio pré-olímpico, marcado para Março no nosso país. A equipa às ordens de João Florêncio busca na região de Gaia o nível que permite encarar a prova com maior dose de confiança.

O programa de estágio do grupo contempla cinco jogos de controlo, dois dos quais com a selecção portuguesa. É, à partida, objectivo primário de Angola atingir uma prestação ao nível da que tem sido ao longo das últimas competições, sejam quais forem as dificuldades que venha a encontrar pelo caminho.

O título no torneio de Luanda constitui o objectivo fundamental de todos os angolanos, que se acostumaram ver a sua selecção levantar troféus reluzentes, por África fora. Manter o percurso glorioso representa, indubitavelmente, o objectivo primário da Federação Angolana de Andebol e de todos, quantos se sintam ligados à modalidade. A qualificação ao Rio’2016 é a meta definida.

O técnico João Florêncio estreia-se à frente do seleccionado angolano, define a estratégia que vai permitir às angolanas conservarem o orgulho de serem as “sorvedouras” do andebol continental. Aliás, não é sem razão, que o torneio é preparado com algum esmero.

À partida, a equipa esboçou e está a cumprir um programa de preparação sério e cauteloso. E é importante que assim seja. Pois, se por um lado devemos encarar Angola como declarada candidata ao título, por outro, não é senão um alvo a bater por outras selecções que também têm demonstrado enorme ambição competitiva e registam gradual evolução.

Não deve ser menos verdade, que hoje por hoje, o objectivo das outras selecções africanas seja de quebrar o seu monopólio. Mas pensámos que a Federação está atenta à esse pormenor. De resto, não é regra cá entre nós, intensificar a preparação com larga antecedência, se atendermos que o torneio só se realiza em Março.

É evidente que reconhecemos, claramente, que esta é uma excelente estratégia de trabalho. E aqui só há que dar mérito à presidência da Federação, por jogar na antecipação, demonstra um sentido de organização administrativa e mais do que isso, uma grande noção de responsabilidade sobre o torneio.

Como anfitriões, temos toda a obrigação de fazer mais e melhor em relação as outras selecções, e nunca se é melhor quando não se trabalha de forma planificada e organizada. Preparações atribuladas em cima da hora, a experiência já o demonstrou que nunca deu bom resultado.

Acreditámos que a Selecção há-de surpreender pela positiva, não só por apresentar-se em casa, mas também por estar tecnicamente entregue em outras mãos, às de um homem que pelos vistos se revela ambicioso, ganhador e que vai certamente mostrar o seu potencial.

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