Jornal dos Desportos

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Opinio

Jogar para vitria

06 de Setembro, 2015
Depois da estreia auspiciosa na primeira jornada, na qual goleou a República Centro Africana por 4-0, a Selecção nacional procura esta tarde continuar na senda das vitórias para manter a liderança do Grupo B e sonhar com mais uma presença na fase final do CAN-2017, a disputar-se no Gabão.

Tendo cumprido um curto estágio na África do Sul, os Palancas Negras mostram-se aptos para defrontar um adversário que está ao seu alcance mas que tem a vantagem de jogar em casa e diante do seu público, que espera ajudar na conquista dos primeiros pontos para a sua selecção.

Apesar desta teórica vantagem com que o adversário entra, à partida para o jogo, nada leva, porém, a Selecção Nacional a pensar num resultado diferente da vitória. Quando fez o anúncio dos jogadores para esta partida, o seleccionador nacional, Romeu Filemon, reafirmou a grande ambição que Angola carrega nesta empreitada. Ou seja, garantir a qualificação à prova do Gabão.

É com este espírito e com a melhor disposição anímica que os Palancas Negras sobem esta tarde ao tapete verde do Estádio Mahamasina, onde esperam rubricar não só uma exibição que lhes garanta os três pontos mas também deixa patente que têm condições de disputar a única vaga do grupo com as demais selecções. O facto de estar na liderança é razão bastante para o grupo entrar motivado para desafio com os malgaxes.

As vozes de crença na qualificação de Angola multiplicam-se entre os agentes desportivos. Esta corrente ajuda a mantermos alta a nossa expectativa e sonhar com aquela que pode ser a nossa sétima presença na maior reunião futebolística do continente africano.

Sem se pretender embandeirar em arco, ou seja, criar falsas expectativas, devemos ser nós, enquanto angolanos, os primeiros a demonstrar que estamos com a nossa Selecção e acreditar que ela é capaz de trazer muitas alegrias. Com uma nova vitória hoje, Angola tem tudo para continuar a manter a liderança do Grupo B, facilitando a sua tarefa quanto as contas na projecção ao CAN.

Romeu Filemon convocou os jogadores que dão garantias para um bom resultado fora de portas, contando não só com a prata da casa como com aqueles que actuam no exterior e que constituem uma mais-valia para o reforço da capacidade competitiva da nossa selecção.

De resto, espera-se que as coisas saiam a contento, depois do mini-estágio na África do Sul, de modo que no encerramento da primeira volta Angola possa enfrentar o seu maior adversário do grupo, a RDC, ainda na condição de líder da sua série. Aguardemos, então, pelo jogo.

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