Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Jogo de bastidores

14 de Janeiro, 2015
A abertura das oficinas das equipas, para a presente época futebolística, cria neste momento um clima a que podíamos chamar pré-Girabola, com muitas movimentações na habitual dança de transferências.

O mercado agita-se, sobem as especulações em torno deste ou daquele negócio, e o futebol doméstico caminha, desse modo, para a fase em que as equipas descem aos relvados para os jogos amistosos, internamente ou fora do país, antes do oficial pontapé de saída.
Esta é também a fase em que o que hoje pode ser mentira, amanhã já aparece como uma verdade insofismável e vice-versa, com os media, amiúde, a serem desacreditados por esta ou por aquela notícia divulgada.

As informações amontoam-se diariamente, e o mais grave é que se num ângulo são os clubes e respectivos dirigentes que alimentam as especulações que acontecem, em muitos casos por conveniência do momento, noutros a falta de visão estratégica em outro extremo, são os mesmos clubes e dirigentes que vêm a terreiro desmentir informações muitas vezes por eles alimentadas, com todas as culpas dos eventuais insucessos dos negócios e transferências a serem atirados para os media.

Todo este clima torna, por isso mesmo, o futebol num desporto ímpar, mas é evidente que se houver transparência na questão das transferências de jogadores, na contratação de treinadores, enfim, nos negócios de pré-época, pode haver sempre maior credibilidade para os clubes e agentes desportivos envolvidos.
Os adeptos esperam todos os dias novidades dos seus clubes. Aguardam que façam as melhores contratações possíveis para o melhor desempenho das suas equipas. E por regra, é através dos media que eles tomam conhecimento das movimentações nos clubes, pelo que os respectivos dirigentes deviam ser mais ponderados com respeito àqueles que estão na condição de adeptos.

O segredo pode ser a alma do negócio, mas a ética e transparência podem bem conviver juntas nestas coisas de negócios de futebol, porque ambas ajudam a evitar especulações e dão um cariz mais sério à gestão dos clubes. Na verdade, assiste-se nos dias que correm a um movimento frenético de jogadores. Vêm até à ribalta nomes daqueles que era suposto já terem abraçado a aposentação.

De resto, é salutar o clima. As equipas fazem o possível e o impossível para se arrumarem à medida das suas ambições. E nesta cruzada verifica-se uma espécie de permuta de jogadores. Pois, os dispensados neste clube acabam por se encaixar como reforços noutros.
É como em tudo. Os que podem financeiramente, apostam no melhor que possa existir no mercado interno ou mercado externo. Mas aquilo de que se desfazem também não fica à deriva, sobra sempre para aquele cujo capital ainda não permite contratações chorudas.

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