Jornal dos Desportos

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Opinio

Jogo de consolao

12 de Julho, 2014
A contragosto o Brasil joga hoje para o terceiro lugar do campeonato do mundo de futebol, defrontando às 20h00 a Holanda no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Será um jogo de menor importância, e quer uma quer outra das duas formações intervenientes não esperavam disputar esta posição, em face daquilo que eram os seus objectivos.

Assim, o campeonato do mundo de futebol, vivido com redobrada expectativa desde o passado dia 12 de Junho, começa a despedir-se. Pois, quando a bola começar a rolar logo à noite, está a ser disputada a 63.ª e penúltima partida do torneio. Para trás ficaram já muitas outras selecções, algumas delas com um desempenho excepcional na prova.

Passa para a História um campeonato que teve de tudo, do ruim ao prazenteiro, em que os jogadores fizeram das suas e os árbitro, alguns, também não quiseram ficar atrás. Seja como for, deixa sempre saudade para aqueles que o puderam vivenciar, embora para o próprio brasileiro há-de ser, por razões óbvias, de triste memória.

Infelizmente quis o destino que o Brasil voltasse a fracassar em sua própria casa. Será uma sina? Vá-se lá saber. Mas a verdade é que depois do "holocausto" de 12 de Julho de 1950 no Maracanã, em que a selecção anfitriã teve a desdita de fracassar aos pés do Uruguai, o país não voltou a organizar o certame.

Entretanto, mesmo disputando campeonatos na condição de forasteiro, o Brasil logrou conquistar até à presente data o maior número de títulos, que qualquer outra selecção, particularidade que lhe confere o estatuto de país do futebol. Mas, decididamente, parece estar escrito que jamais este Brasil há-de comemorar um troféu diante do seu público.

Só assim se pode explicar que nesta organização, que ocorre 64 anos depois da primeira desfeita, as coisas tenham corrido da mesma forma, ou pior ainda. Porque na vez anterior o Brasil pelo menos chegou à final, e se perdeu foi por 2-1, resultado aceitável no futebol. Mas desta vez ficou nas meias-finais. E o resultado é histórico.

Em todo o caso, pensamos que não deve o Brasil cair em desânimo e desvalorizar o jogo de hoje. Afinal ficar em terceiro lugar não é o mesmo que ficar em quarto. Daí a necessidade de se empregar a fundo, de modo a obter um resultado que ao menos sirva de consolo a um público ávido que, de certeza, não esperava por outro desfecho da prova que não fosse o título.

Aliás, na situação do Brasil também se acha o seu adversário. A Holanda já disputou três finais e não tem nenhum título no seu palmarès. Temos a certeza de que esperava que esta fosse a sua vez. Mas as coisas também não correram de feição. No desporto as coisas são assim. O importante é continuar o trabalho que desenvolvem e acreditar no futuro.

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