Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Jogo grande

14 de Setembro, 2014
Esta tarde, os caminhos vão dar ao estádio municipal dos Coqueiros, pequeno para a moldura humana que nele se deve fazer presente.

De resto, trata-se de um jogo envolto de redobrada expectativa, que virou tema de todas as conversas relacionadas ao Girabola e à jornada do presente fim-de-semana em particular. E isto não deve constituir novidade alguma, pois se trata de duas equipas que no presente campeonato têm sabido dar muito boa conta de si.

Falar destes dois emblemas do nosso futebol é o mesmo que falar do campeão em título, no caso o Kabuscorp do Palanca, e do líder isolado da prova, o Recreativo do Libolo. Associados estes dois factores, não havia como faltar azáfama entre os seus adeptos e outros apreciadores do futebol. Pois as duas constituem, por si só, uma garantia de qualidade futebolística.

Para lá de todas as etiquetas, existe entre ambas a particularidade de uma, a de Luanda, ter destronado a outra no poderio do futebol nacional, quando no final da última edição do campeonato ergueu o troféu, superando a equipa de Calulo que havia conquistado as duas edições anteriores.

A reacção do Libolo, bem entendidas as coisas, visa apenas reaver um espaço que já foi seu. E tem conjugado esforços no sentido de concretizar o objectivo. Pelo menos, está a fazer um campeonato a todos os títulos espectacular, como bem prova a larga diferença pontual que leva sobre o segundo classificado. São oito, não superados num abrir e fechar de olhos ou numa simples cantiga.

Portanto, é com intenção de reduzir esta diferença que o Kabuscorp entra em campo, sendo que matematicamente a equipa de Bento Kangamba ainda chega à revalidação do ceptro. Urge assim impor um travão ao Libolo, condição única para manter as esperanças intactas, já que a ser o contrário o título passa quase a ser uma exclusividade da turma de Calulo.

Dito de outro modo, o Kabuscorp não deve facilitar, já que em caso de sair derrotado ficará a 11 pontos de diferença, pontuação que, com a prova a sete jornadas do fim, só pode ser superada com um milagre ou por manifesta incapacidade de gestão do líder, o que é uma hipótese bastante remota.

Mas é este quesito que valoriza o jogo de hoje. Aliás, depois de o Petro de Luanda e o 1º de Agosto tirarem férias ou mergulharem na crise de títulos, são estas duas equipas que têm dado cartas, não havendo dúvida alguma de que o campeão da presente edição vai sair do meio delas. Os ventos sopram mais a favor de Calulo e o Kabuscorp tem hoje uma oportunidade de inverter o quadro.

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