Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Jogos Africanos

05 de Setembro, 2015
Desportistas africanos juntam-se desde ontem em Brazaville, República do Congo, para dar corpo à XI edição dos Jogos Africanos. Durante duas semanas as atenções dos amantes do desporto no continente berço da humanidade estarão inteiramente voltadas para a capital congolesa, onde se espera venham a ser batidos vários recordes no quadro de uma competitividade salutar.

Apesar de alguns focos de crise económica, que nos força a um jogo de cintura, Angola está representada no certame na sua máxima força. Ou seja, com modalidades que prometem honrar o seu bom nome, como sempre trataram de o fazer em ocasiões ou edições anteriores. Está-se na expectativa de uma safra que nos glorifique como nação desportivamente potente.

É certo que todos os países participantes estarão aí com objectivos voltados à conquista de medalhas nas disciplinas em que forem mais fortes. Vai dai que se prevê uma renhida disputa em quase todos os torneios das disciplinas seleccionadas. Mas, isto não deve constituir motivo de preocupação, sendo que o importante será Angola fazer a sua parte.

Mas para lá do espírito competitivo, convirá também salientar que o espírito de irmandade terá o seu espaço privilegiado. Pois, mais que os troféus, mais que as medalhas estará o convívio entre a juventude desportiva dos nossos países, para a troca de ideias e conhecimentos sobre os caminhos de desenvolvimento e outras situações que envolvem hoje por hoje o nosso continente.

Mas como no desporto os golos, os recordes são a parte mais atractiva, então estamos ansiosos em ver os "artistas" das quadras, piscinas e pistas em acção. O nosso forte está no basquetebol, andebol feminino e na ginástica, modalidades que têm tido colheitas fabulosas nas competições em que participam. E estamos certos que elas farão o país sorrir.

Aliás , a preparação pré-competitiva de que beneficiaram , visou única e simplesmente dotar os atletas de capacidade técnica a altura de fazer face ás obrigações das competições em que serão intervenientes. Portanto, estão elas no dever de pôr à prática aquilo que absorveram ao longo das sessões de treinos efectuadas.
Poderemos encontrar alguma resistência da selecção anfitriã a nível de andebol, cuja selecção é por sinal orientada pelo ex-seleccionador angolano. Mas, trata-se de um adversário que com inteligência pode ser superado. A sequência de jogos amistosos realizados em Luanda, onde cumpriu a sua preparação, mostrou precisamente isso.

Na ginástica nos últimos anos Angola não tem tido adversários a altura do seu potencial competitivo. O volume de medalhas que tem trazido das competições em que participa são sinal claro da sua vitalidade competitiva. Podíamos falar ainda do basquetebol e de outras modalidades participantes, mas não nos rendemos a este exercício por limitação de espaço.

O mais que se nos apraz acrescentar é que, depois do país falhar a revalidação do título no Afrobasket'2015, uma prestação bem sucedida nos Jogos Africanos serviria como bálsamo para alívio da dor causada pelo belisco ao orgulho de todos. Temos fé que de Brazaville Angola trará bons resultados.

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