Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Valdia Kambata

Jogos da Lusofonia

09 de Janeiro, 2014
Congregando um conjunto de disciplinas, os Jogos da Lusofonia, que decorrem de 18 a 29 deste mês em Goa (India), estão a ser preparados com o maior capricho. Afinal o certame constitui uma verdadeira montra de talentos à procura de um lugar ao sol.

Assim sendo, e porque é na política de massificação e explosão a nível dos escalões de formação que se reflecte o investimento desportivo de qualquer país, vão os participantes bater-se, fortemente, em busca de melhores posições classificativas nas modalidades em que vierem a competir.

É consabido, à partida, que cada Estado lusófono tem o seu forte numa ou noutra disciplina, e é este aspecto que promete emprestar qualidade e interesse ao torneio, capaz de ser, como tudo indica, marcado por uma renhida disputa.

Há que ter em conta que estes países da comunidade, não vão à competição em passeio turístico. Ainda que seja para ganhar experiência, têm certamente objectivos claros. Às vezes é interessante esta particularidade de ter na prova equipas desconhecidas.

Entretanto, o nosso país já de há um tempo a esta parte tem as atenções voltadas para esta competição, submetendo as selecções participantes a preparação intensiva, augurando uma prestação que se situe ao nível da sua expressão desportiva na arena internacional. Aliás, como disse o secretário-geral do Comité Olímpico ao JD, “é preciso melhorar a prestação”.

Por exemplo, todas as selecções indicadas para este compromisso não têm poupado esforços na busca dos níveis de confiança para uma participação que se enquadre dentro dos seus objectivos. O mesmo desempenho, estamos quase certos, vão tendo as selecções de outros países que se fazem representar na prova.

Há, em resumo, uma forte aposta do nosso país em chegar à competição e lutar em igualdade de circunstâncias com as outras participantes e, mais do que isso, procurar mostrar a sua maturidade competitiva em algumas disciplinas.

Reiteramos aqui que é objectivo de Angola superar em termos de prestação a marca obtida na última edição, em que logrou 14 medalhas, sendo quatro de ouro, uma de prata e nove de bronze. O que se pretende agora é mostrar que o desporto nacional registou uma evolução e está hoje em condições de fazer mais e melhor.

Vai haver representações mais fortes e capazes, afinal na prova estão o Brasil e Portugal todos eles com um outro nível de desenvolvimento desportivo. Mas nem por isso devemos estar inibidos e deixar que as coisas aconteçam por si sós. Angola está, de resto, obrigada a mostrar também a sua vitalidade.

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