Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Jogos da SADC

02 de Dezembro, 2014
A missão angolana aos VI Jogos da SADC segue hoje para Bulawayo, cenário da competição. Na bagagem carrega optimismo em assinar uma excelente prestação que permita ao país superar a marca da edição anterior. Tentar medalhar nas modalidades em que vai competir é um dos objectivos principais.Aliás, foi este mesmo o desejo expresso por António da Luz, o homem que chefia a delegação. O dirigente defendeu muito recentemente que Angola deve fazer tudo nesta sua presença de modo a alcançar maior número de medalhas. Trata-se de uma intenção reiterada pelo ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, no acto de apresentação dos cumprimentos de despedida à delegação oficial.

Portanto, os nossos jovens atletas viajam com a responsabilidade de suar a camisola e lutar por resultados que prestigiem o bom nome de Angola. E nós sabemos que eles são capazes, porque aliás, não vão para a competição às cegas. Tiveram uma preparação cuidada para o efeito. O Estado angolano não olhou a meios para proporcionar aos atletas das modalidades qualificadas o necessário estágio pré-competitivo.É certo que em certames como este, os concorrentes são muitas vezes movidos a colocar de parte o espírito competitivo e privilegiar o salutar convívio de irmandade, que secularmente os une do ponto de vista cultural. Porém somar vitórias e erguer a bandeira tem sempre um outro gozo.

Sabemos que entre os países da região existem aqueles que se destacam em algumas modalidades e que procurarão, no quadro do espírito competitivo, vincar a sua classe e chamar a si a hegemonia. De resto, o desporto tem esta particularidade. E nesta disputa, independentemente de quem venha a sair vencedor ou com maior número de medalhas, a vitória terá sempre um cariz colectivo. Será de todos aqueles que a nível da região da SADC entendem a actividade desportiva como um fenómeno que une povos e nações.

Por isso mesmo, é que não esperamos dar destaque a este ou aqueloutro país. Esperamos sim, que as manchetes venham a ser preenchidas por todos, independentemente das bandeiras que possam hastear e defender. O que se quer é uma disputa salutar e, acima de tudo, muito espírito de fair-play.Vamos acreditar que tudo há-de correr a contento para o nosso país. Vamos acreditar que quando no próximo dia 14 encerrarem os Jogos, estaremos de sorrisos rasgados, em face dos resultados obtidos, e possamos receber os nossos heróis e heroínas com a pompa e circunstância com que, regra geral, recebemos os nossos campeões.

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