Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Jornada de apertos

08 de Março, 2014
Vai ser, em resumo, uma jornada de grandes decisões para qualquer uma das nossas representantes.

Após os resultados mal conseguidos dos primeiros 90 minutos, em que todas elas saíram derrotadas, podemos dizer que o clima não se apresenta simpático nem favorável. Há-de jogar-se o tudo ou o nada para salvar a honra do convento, ou numa linguagem mais simples, se evitar o descalabro de o país se ver já irremediavelmente fora de competição.

Na verdade, os resultados obtidos na primeira-mão não permitem sonhar muito alto, mas também não apagaram as possibilidades de umavolta-face.

Pode não se dar o caso de acontecer com todas as equipas, mas pelo menos com algumas, o que já era de alguma forma positivo e acalentador. Quis o infortúnio que na primeira-mão tivessem as coisas corrido como correram.

Seja como for, acreditamos no trabalho que as equipas desenvolveram ao longo da semana e na sua capacidade de reacção perante situações adversas, porque afinal estamos todos lembrados de que na eliminatória anterior também nem tudo foi ouro sobre azul. No caso particular do Petro de Luanda, era suposto ter a parada já perdida, mas conseguiu dar a volta por cima.

No futebol tudo é possível, desde que a determinação e o estoicismo se façam presentes. Pensamos que de todas as equipas quem se apresentava em melhores condições era o campeão nacional.

O resultado obtido pelo Kabuscorp do Palanca fora de portas permitia acreditar, embora seja quem teve pela frente o adversário mais referenciado. O Zamalek não é qualquer equipa. Estamos a falar de um adversário com um rico historial a nível do futebol africano.

O Desportivo da Huila está tremido por ter de ir fazer o segundo jogo fora de casa. Nos jogos a eliminar, é complicado quando uma equipa se acha na contingência de ter de decidir as coisas fora de portas e, como se não bastasse, partindo em desvantagem. Em todo o caso não temos senão de aguardar por aquilo que vai ser capaz de fazer.

Missão delicada é a que têm as equipas do Petro de Luanda e do 1º de Agosto. Os resultados da primeira-mão não lhes dão muita margem de manobra. Mas têm a vantagem de jogar em casa, embora nem sempre este factor seja determinante. Enfim, é uma jornada de muitos gritos e apertos. Vamos aguardar pelo desfecho.

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