Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Justa finalssima

15 de Junho, 2015
Quando o Recreativo do Libolo eliminou o 1º de Agosto nas meias-finais do BIC Basket, a maioria pensou que se tinha desperdiçado a oportunidade de termos uma final à altura do nosso prestigiado campeonato nacional sénior masculino de basquetebol, sobretudo, depois do Petro de Luanda ter anunciado no início da temporada, que não era candidato ao título.

Mas quem assim pensou, enganou-se redondamente. O Recreativo do Libolo e o Petro de Luanda protagonizaram até aqui, o que se esperava de dois finalistas. Uma atitude competitiva capaz de levar a disputa até ao limite. É o que aconteceu ao chegarmos no sétimo e último jogo, para atribuição do título de campeão nacional. Libolenses e petrolíferos, quem quer que ganhe vai merecer o título.

Do primeiro ao sexto jogo disputado no sábado, assistiu-se a um basquetebol de primeira água, cheio de suspense e qualidade técnica, próprio de grandes finais, impróprio para cardíacos. Quem gosta de basquetebol, era exactamente disso que estava à esperava. Não há como não admitir, que estamos a assistir a verdadeiros hinos à modalidade que Angola domina em África.

O Petro de Luanda e o Recreativo do Libolo estão a justificar que não é afinal em vão que detemos há mais de uma década a hegemonia do basquetebol no continente berço. Quando se pensava que no sábado fossemos ter campeão, eis que as coisas voltaram a ficar adiadas com a decisão agora sem mais adiamentos, agendada para amanhã no pavilhão principal da Cidadela.

Libolo e Petro têm sabido mostrar a vitalidade do nosso basquetebol, com ambas a evidenciarem uma correlação de forças, que reclama cautelas na atribuição de favoritismo a uma delas, quanto à conquista do título. Ou seja, ainda que a direcção do Petro de Luanda tenha anunciado antes do início do campeonato que a sua equipa não era candidata ao título, no terreno as coisas mudaram de figura.

Equipa técnica e jogadores responderam com outra atitude, como que a dizerem que nem tudo depende da capacidade financeira. Com esforço e vontade, dedicação e ambição de superar obstáculos, os petrolíferos portaram-se como bravos guerreiros em defesa da honra e prestígio que conquistaram ao longo de vários anos com muito esforço e suor.

O jogo de amanhã vai pôr ponto final ao sofrimento dos adeptos de ambas as equipas, que ao longo dos seis anteriores jogos tiveram sempre o coração na boca, com batimentos cardíacos irregulares, angústia, emoções em doses, enfim, expectativa à rodos. Agora, chegou o momento da verdade para ambos e estamos em crer que qualquer que seja o campeão, é acima de tudo o basquetebol nacional que ao fim ao cabo vai sair como o grande vencedor.

Portanto, convida-se desde já a todos os amantes do basquetebol e do desporto em geral, que amanhã acorram em massa ao pavilhão da Cidadela para lotarem-no por completo para a grande finalíssima.

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