Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Justo campeo

07 de Junho, 2018
O 1º de Agosto é campeão nacional da basquetebol sénior masculino. A turma, às ordens de Paulo Macedo, ergueu, na passada terça-feira, o seu 19º troféu, no final dos play-offs à melhor de sete jogos, que disputou com o seu arqui-rival do \"Eixo-Viário\", o Petro de Luanda. Trata-se de uma conquista merecida, porque resultante de uma forma bastante adulta e astuta de jogar basquetebol.
Na verdade, desde o primeiro jogo que o conjunto militar deixou evidências de ser mais esclarecido em relação ao seu adversário, e aquele que se apresentava em melhores condições de chamar a si o triunfo, ainda que se sujeitasse a alguns incómodos, sendo que o Petro é também uma equipa de topo e prestígio, que não se verga com facilidade.
As incidências dos primeiros dois desafios, disputados no Pavilhão Victorino Cunha, terão mostrado a qualquer observador atento, a existência de algum desnível entre os dois conjuntos em termos de domínio de jogo e mesmo de valores individuais. Mas sendo que, em competição, assistimos muitas vezes à evolução de equipas de jogo para jogo, ainda acalentou-se alguma esperança de Adingono e pupilos darem a volta por cima.
Porém, nem mesmo com a disputa transferida para o seu reduto os petrolíferos ousaram inverter o quadro das incidências. No jogo em que saíram a vencer, como que procurando equilíbrio na final, não mostraram arte e engenho. Aliás, ficou notória uma certa permissividade do 1º de Agosto, como quem não quisesse arrumar as coisas já por aí, em defesa da graça da prova.
Pois, no quarto jogo em que se esperava uma reacção mais determinada de quem jogava em casa, as coisas não correram de feição. Não aconteceu a igualdade que muitos esperavam. O 1º de Agosto voltou a assumir a hegemonia, não dando quaisquer facilidades, fazendo o 3-1. Poder-se-ia dizer que, a partir daí, ficou quase ditada a sentença. Afinal, com aquela margem de vantagem, só por ingenuidade ou por manifesta falta de sorte sairia a perder.
Como não deveria deixar de ser, as equipas partiram para o quinto desafio com um acentuado desequilíbrio em termos de motivação. De um lado, estava alguém com as fachas de campeão encomendadas e o outro a fazer contas à vida, à espera por um milagre, que não ocorre sempre na vida. Este factor foi determinante. O 1º de Agosto fez jus ao seu favoritismo.
Seja como for, devemos dar mérito ao Petro de Luanda, sobretudo pelo forte trabalho que desenvolve na renovação do seu plantel, com forte investimento em unidades jovens, capazes de explodir nos próximos tempos e partir ao resgate do título que escapa desde 2015.

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