Jornal dos Desportos

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Opinio

Justos finalistas

02 de Novembro, 2017
Petro de Luanda e 1º de Agosto são as equipas que lograram a qualificação para a final da Taça de Angola em futebol, em função de resultados que obtiveram ontem nos jogos das meias-finais. Os militares superaram o Progresso ao passo que o Petro deixou pelo caminho o Bravos do Maquis.
As duas equipas justificaram deste modo a prestação evidenciada ao longo desta competição, que é sem dúvida a de maior abrangência nacional, por envolver não só equipas que militam na primeira divisão como também aquelas de escalão inferior. De resto, chegar à final de uma prova que envolve dezenas de participantes é obra de poucos.
No caso, por exemplo do Petro de Luanda, está dado um passo decisivo. Depois de ter visto o título escapar para o seu \"arqui-rival\", que teve deste modo o prestígio de festejar antes da última jornada, agarra a possibilidades da salvação da época, enquanto que para o 1º de Agosto será apenas a junção do útil ao agradável.
Ainda assim, não devemos deixar de dar mérito às equipas derrotadas, no caso Progresso do Sambizanga e Bravos do Maquis, porque o facto de terem chegado às meias-finais também explica as suas qualidades e capacidade competitivas, até porque as duas nunca foram campeãs do Girabola, sendo que muitas que ostentam este estatuto há muito tinham ficado pelo caminho.
Resta aguardar que as equipas finalistas venham valorizar o encerramento da época. Levem casa cheia ao Estádio 11 de Novembro, no próprio dia que dá nome ao recinto, e mais do que isso sejam capazes de produzir aquele futebol que lhes é característico, quanto mais não seja uma forma de justificarem a capacidade combativa demonstrada nas mais variadas etapas do torneio.
Às outras formações, referimo-nos àquelas que nem nas meias-finais chegaram, mas que tinham objectivos sérios e fortes na prova, vai o nosso consolo. Não devem cair em desânimo, pois em competição só existe um lema: perder ou ganhar, e muitas vezes a derrota não deve ser entendida como reflexo de incapacidade, mas como consequência lógica do jogo.
É uma questão de acreditarem no porvir, aperfeiçoar cada vez mais os conceitos, para que aquilo de que não foram capazes hoje possam conseguir amanhã. Também vimo-nos na contingência de enaltecer algumas equipas \"pequenas\", sem citar-lhes o nome, pela forma estóica como se bateram nesta prova, causando em muitas ocasiões sérios incómodos aos chamados grandes.
Posto isso resta apenas esperar que o calendário gire, e traga-nos o dia 11 de Novembro para ver quem é quem entre Petro de Luanda e 1º de Agosto, indubitavelmente, os papões da nossa praça futebolística, à luz dos títulos que ambos ostentam.

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