Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

L se foi o sonho...

18 de Março, 2019
O Petro de Luanda, até ontem o único sobrevivente angolano nas Afrotaças, não conseguiu evitar a derrota frente ao Gor Mahia FC do Quénia, em Nairobi, num jogo em que estava “condenado” a não desperdiçar, na totalidade, os pontos em discussão. É verdade, pois até um empate serviria (e muito bem) para encomendas do emblema tricolor, já que no outro duelo do Grupo D da Taça da Confederação, que opôs duas equipas do Magreb, o \'placard\' ficou em branco.À priori, a vitória era o resultado que mais convinha ao embaixador angolano nesta segunda maior competição de clubes do calendário da Confederação Africana de Futebol (CAF), já que materializando esse desiderato lograria o passe para os quartos de final, uma meta traçada pela direcção tricolor, sem precisar de favores de quem quer que fosse.
Numa outra perspectiva o eventual empate também serviria, já que nas contas para qualificação o Petro só precisava obter o mesmo resultado que o Nasr Hussein.Dito de outra maneira se a equipa angolana chegasse ao empate ontem, frente ao Gor Mahia, teria se qualificada para os “quartos”, já que com a partilha de pontos registada no jogo da Argélia, entre o Nasr Athletic Hussein Dey e o Zamalek do Egipto, favorecia-lhe nas contas.
Isto porque a formação egípcia assumiria a liderança do grupo com nove pontos e o Petro com os mesmos oito que os argelinos, mas ainda assim teria vantagem nos confrontos directos com este, fruto dos 2-0 aplicados ao adversário no jogo de Luanda e a derrota de 1-2 em Alexandria.
Numa situação ainda de os dois jogos desta derradeira jornada do Grupo D terminarem empatados, independentemente de o Nasr Hussein Dey vir-se impossibilitado de seguir para os quartos de final, dada a desvantagem no confronto directo com o Petro, o Gor Mahia, que ficaria com sete, vir-se-ia também estorvado nesse intento.
Contudo, com a vitória sobre o Petro, a equipa queniana que se viu bafejada pela sorte fruto de penálti apontado pelo rwandês Jack Tuysenge, a castigar carga dentro da área de um dos seus colegas pelo jogador tricolor Tó-Carneiro.
O Gor Mahia somou, assim, nove pontos, à semelhança do Zamalek, e acabando, assim, os dois conjuntos por inscrever o seu nome nos “quartos”. Já o Nasr Athletic Hussein Dey e o Petro, que se quedaram no terceiro e quarto postos, com oito e sete pontos, respectivamente, viram os seus intentos fracassados.
Com eliminação nesta segunda maior prova de clubes do calendário da CAF, o Petro deve virar, agora, as baterias para competição, particularmente para o Girabola Zap, a prova maior do nosso “association”, onde soma 37 pontos na segunda posição, contra 44 do arqui-rival na primeira, mas que no entanto tem dois jogos a mais.

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