Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Lanterna vermelha

04 de Agosto, 2015
O Girabola soma e segue a cada fim de semana. Se para algumas equipas as coisas vão de vento em popa, como se diz na gíria, para outras vão de mal a pior. É o caso do primodivisionário Domant FC, o lanterna vermelha da competição.

Embora haja ainda muito caminho pela frente, a verdade é que a segunda volta do Girabola não corre de feição para o representante do Bengo, que faz a sua estreia na prova tal qual a província. Nem as mudanças operadas na equipa técnica, em mais de uma ocasião, levaram a tranquilidade esperada a fim de mudar o sentido da caminhada.

Depois de na primeira volta as coisas terem saído mal, não evitaram o último lugar, o Domant FC procura nesta segunda ronda dar a volta por cima. Porém, para desalento dos aficionados da modalidade, na província, os resultados não favorecem os domantinos que não conseguiram ainda, qualquer ponto, neste segundo turno da prova.

A goleada por 3-0, no domingo, frente ao líder, o Recreativo do Libolo, é mais um cortejo de derrotas que já vai em número de quatro na segunda volta. Com a competição prestes a cumprir o primeiro terço do segundo turno, restam 11 jornadas no percurso, o desempenho do Domant FC começa a preocupar cada vez mais não só os adeptos do clube, como a direcção que já tomou várias medidas para inverter o quadro, mas sem os resultados desejados.

De acordo com informações públicas, o actual técnico, Manuel “Nguami”, está apenas de modo interino, enquanto a direcção procura por um novo treinador depois do espanhol Joan Oliva ter colocado o cargo à disposição por razões pessoais. Em nossa modesta opinião, era inoportuna nova mudança na equipa técnica, pelo que é mais avisado manter o treinador interino que é um quadro do clube e conhece bem os jogadores.

Nesta altura, pouco mais há a fazer. A programação e intensificação dos treinos, o trabalho psicológico com os jogadores, são medidas urgentes a serem analisadas pela equipa técnica e pela direcção, para ajudarem a mudar o quadro de maneira mais favorável.

O facto de estar, nesta altura, a ocupar a última posição na tabela classificativa com 13 dos 57 pontos possíveis, espelha o que vai mal nessa equipa, que na Segundona foi uma das mais regulares e logrou o apuramento ao Girabola por mérito próprio.

A equipa precisa de voltar a ganhar confiança e trabalhar muito mais, para superar a crise de maus resultados que a continuar, pode ser fatal para às suas aspirações na competição. Contudo, nada ainda está perdido. Em disputa estão 33 pontos que bem aproveitados podem ajudar a contornar o mau momento e, quiçá, afastar o espectro da iminente despromoção.

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