Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Levantar a cabea

26 de Janeiro, 2014
No desporto vence quem joga melhor. O “Sete” nacional não esteve ao seu melhor nível e foi superado por uma selecção mais eficaz, que soube aproveitar os erros das suas adversárias. As vitórias e as derrotas fazem parte do desporto, por isso não há que desanimar.

Neste momento, o mais importante é levantar a cabeça e seguir em frente. Nada está perdido. A hegemonia no Continente continua. Já conquistamos 11 títulos, oito dos quais consecutivos. Apresentámos na Argélia uma selecção jovem, fruto da renovação que está a ser feita.

Angola, 11 vezes campeã de África, vê assim quebrada a sua hegemonia continental depois de 22 anos na liderança. O grupo de 16 jogadoras que veio para a competição para revalidar o título acabou por não conseguir esse objectivo.

Durante quase todo o jogo, Angola teve em desvantagem, frente a um adversário que tem um treinador que bem conhece parte das jogadoras angolanas, o português Paulo Pereira, que após perder na fase de grupos soube aproveitar os pontos fracos de Angola e conquistar, para a Tunísia, uma vitória histórica.

No final do jogo contra as tunisinas, o ambiente não era dos melhores. Viveu-se um clima pesado. Do balneário ao hotel, o desânimo tomou conta das jogadoras, principalmente das mais jovens, que fizeram neste “Africano” a sua estreia na competição continental.

Ninguém gosta de perder, é uma verdade. Mas, nesta hora, devemos, sim, valorizar o que foi feito pelo combinado nacional e corrigir o que esteve mal. Corrigir os erros que ditaram o afastamento da final.

O Chefe da missão angolana para o campeonato africano de andebol, Ilídio Cândido, afirmou que os moldes de disputa da competição pesaram para que Angola não conseguisse chegar à final. Para ele, em condições normais, as duas equipas nunca se cruzariam na meia-final, por serem as duas principais candidatas ao título.

Ontem, o “Sete” nacional redimiu-se do desaire frente à Tunísia e venceu a Argélia pela diferença de oito golos (30-22). Uma vitória que garantiu a Angola a medalha de bronze e o consequente apuramento para o próximo Campeonato do Mundo, a realizar-se em Dezembro de 2015, na Dinamarca.

As baterias devem agora estar centradas no Mundial e no próximo Africano, que Angola vai albergar em 2016. Vai ser uma boa oportunidade para Angola resgatar o título perdido na Argélia.

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