Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Libolo ao ataque

13 de Setembro, 2016
O Recreativo do Libolo tem amanhã em Menongue, uma soberana oportunidade de encurtar a diferença pontual sobre o líder do campeonato, 1º de Agosto, e relançar a disputa a dois pela conquista do título. Depois dos deslize da turma militar no domingo, no jogo com o Sagrada Esperança, com quem empatou a um golo, pode dizer-se que para o campeão nacional é desta vez ou nunca.Na verdade, já aconteceram situações em que o 1º de Agosto costuma ser o senhor da situação, escorregou e por azar, o campeão nacional há muitas jornadas em segundo lugar, também acabou mal sucedido, que colocam as coisas na mesma sintonia. Espera-se que desta vez a história venha a ser contada de maneira diferente.

Ou seja, que o Libolo vença e encurte a diferença classificativa.
Aliás, o campeonato está na fase crucial, em que as equipas não devem dar-se à veleidade de conceder facilidades, ou deixar de aproveitar as oportunidades. A fase é de fazer contas sobre as possibilidades de chegarem ou não à meta estabelecida. Não é sem razão que o Interclube atirou a toalha ao tapete, porque contas feitas, só por um milagre chega ao cobiçado título.

Mais: uma aproximação do Libolo ao 1º de Agosto relança a competitividade, torna a aponta final do torneio mais interessante, esta particularidade é que interessa ao público consumidor. Claro está, que este discurso pode não agradar às gentes do 1º de Agosto, para quem interessa manter a distância e com uma gestão parcimoniosa, chegar à consagração sem muitas coceiras.

Porém, um campeonato digno deste nome, não pode ter predominância absoluta de uma só equipa, que dita ordens a seu "bel prazer" , como se os demais intervenientes fossem meros figurantes. Com efeito, já assistimos a edições do Girabola com este cariz, mas não é o que um bom apreciador de futebol espera! Além do mais, o Libolo é detentor do título. Logo, mesmo que não chegue à revalidação, não pode deixar-se vencer com facilidade.

Nas hostes do clube com sede na vila de Calulo, o pensamento deve ser certamente este. Vincar a classe de um campeão, lutar com galhardia até ao limite, sejam quais forem os constrangimentos, sejam quais forem as artimanhas do adversários a encontrar pela frente. Campeão é campeão e precisa de mostrar que não o foi por mero acaso.
Estamos certos que se o Libolo arrancar no jogo de amanhã os três pontos, pode-se ter um campeonato mais renhido e uma aponta final imprópria para cardíacos. Porque por um lado pode-se ter uma equipa ávida em revalidar o título, ou de chegar a tri -campeão, e de outro, um velho papão a quem o tempo matou a argúcia, a lutar para livrar-se de uma crise que completa precisamente uma década.
Portanto, depois do descarrilamento do comboio militar diante dos lundas, o equilíbrio competitivo no topo da tabela classificativa passa a depender do Recreativo do Libolo. Um ponto, caso vença ao 4 de Abril, pode ser a diferença entre as equipas, que se envolvem numa luta corpo -a -corpo, até à derradeira jornada.
acional de Futebol da primeira divisão.

Um retorno que nada tem de anormal. A equipa maquisarde já esteve entre os grandes, e chegou mesmo a conquistar a Taça de Angola, numa época bastante atribulada, em que viveu graves problemas financeiros, acabando depois por descer de divisão.
O Bravos do Maquis mostrou que tem futebol para jogar no Girabola, mas a interrogação que se coloca agora é que a agremiação terá mesmo estruturas e dinheiro para suportar uma competição como o Girabola.

Foram os problemas financeiros que abriram caminho, no passado, para a descida de divisão da equipa, dado que é preciso suportar encargos com a transportação e alojamento do conjunto nas suas deslocações, além dos compromissos que é preciso cumprir com atletas e treinadores.

E sendo do Girabola uma competição longa, é evidente que as equipas participantes têm de dinheiro no cofre, para se evitar o velho dilema de apelarem a boas vontades, quando estiveram em situação melindrosa.No campeonato, muitos são os exemplos que temos de equipas que lutam para subir de divisão, mas que depois, postos no Girabola, andam a mendigar por apoios, ameaçando mesmo desistir da prova, com consequências negativas que daí possam advir.
Ver o campeonato chegar, de novo, ao Moxico, é sempre motivo de regozijo. O povo gosta de futebol e poderá ver os melhores jogadores que desfilam no Girabola a jogar naquelas paragens.Resta agora ao Bravos do Maquis como única equipa da província na competição aprender com os erros do passado e crias estruturas sólidas, além de um suporte financeiro forte para garantir a disputa sem sobressaltos do campeonato.O conjunto maquisarde apostou seriamente no regresso à primeira divisão, e prova disso é o facto de ter chegado com maior ou menor dificuldade ao grupo restrito de equipas que por direito próprio podem desfilar no campeonato do próximo ano.

O Girabola é muito diferente da Segundona, mas os anos que a equipa teve no escalão maior já devem ter moldado os seus dirigentes para a nova mentalidade que devem ter na gestão da sua equipa de futebol.O Bravos do Maquis é o primeira equipa da Segundona apurada para disputar o Girabola e oxalá que tenha estofo para fazer um campeonato sem sobressaltos em termos financeiros, para que não se repitam cenas tristes do passado.

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