Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Libolo com tudo

06 de Julho, 2014
A excelente política administrativa da sua direcção tem permitido somar sucessos nas duas modalidades mais representativas, nomeadamente o futebol e o basquetebol.

Depois de ter alegrado a sua massa associativa com o primeiro título de campeão nacional de futebol em 2011, no ano seguinte o Libolo fez aquilo que por nossa conta e risco podíamos chamar o pleno. Revalidou o título do Girabola e conquistou o Nacional do BAI Basket.

Era, na verdade, a cereja no topo do bolo. A temporada estava ganha ao mais alto nível, como consequência lógica de um labor de moldagem muito bem engendrado. A direcção do clube chamava para a meta a que se tinha proposto técnicos abnegados e de maturidade profissional inquestionável, nomeadamente Zeca Amaral para o futebol e Raul Duarte para o basquetebol.

A nível do futebol, e na qualidade de campeão em título, a reconquista não foi senão a sequência do trabalho que vinha da época anterior, já para não dizer uma obrigatoriedade lógica. Porém no basquetebol a conversa era diferente. Poucos acreditavam que uma equipa de município podia quebrar o monopólio dos papões de Luanda, nomeadamente o Petro e o 1.º de Agosto. Mas contra todas as previsões as coisas assim ocorreram.

Para chegar ao seu primeiro título, a equipa de Raul Duarte teve de empregar toda a sua maturidade competitiva, suar a camisola, porque não era fácil como não é até hoje vergar os crónicos candidatos a que já nos referimos no parágrafo anterior. Foi necessária muita luta, muita determinação e muita força de vontade para alcançar aquilo que, antes, não passava de um sonho.

Na presente época, tudo indica que há a mesma farra. Isto é, a comemoração de duas conquistas. O basquetebol já solucionou a questão com a conquista do BAI Basket e o futebol dá cartas no Girabola, sendo de momento líder isolado da competição. E se de facto a equipa de Miller Gomes conseguir manter a passada, não há como não voltar a festejar à brava, naquilo que representa não só mérito dos atletas e da equipa técnica, mas também da direcção, que tem sido bastante actuante.

A segunda volta do Girabola promete muita luta, sendo que feitas as equações matemáticas as outras equipas perceberam que ainda não perderam o comboio da consagração, devendo dai jogar todos os seus argumentos a ver a possibilidade de corrigir aquilo que, eventualmente, tenha sido mal feito na primeira volta e acertar o passo. Mas este aspecto, pensamos nós, não deve tirar o sono a uma equipa que no fundo já conseguiu alguma estabilidade classificativa e emocional.

Por ora o Libolo precisa tão-só de fazer uma gestão cuidada da vantagem classificativa de que dispõe, de modo a que não se veja surpreendido. Aliás, no percurso histórico do nosso campeonato não nos lembramos de equipa que, estando numa posição classificativa tão folgada se viu depois ultrapassada. Atrevemo-nos mesmo a dizer que situação igual nunca ocorreu.

Por ter terminado a primeira volta com a vantagem com que terminou, passe o pleonasmo, Miller Gomes tem a missão mais delicada. Pois embora no futebol seja possível permitir a ultrapassagem isso tinha consequências drásticas e dificilmente o técnico sobrevivia à reacção da direcção do clube, dos sócios e dos adeptos.

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