Jornal dos Desportos

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Opinio

Libolo em Lusaka

03 de Junho, 2017
O Recreativo do Libolo, sobrevivente angolano nas Afrotaças (competições sob a égide da CAF), volta a entrar em acção na Taça da Confederação amanhã quando defrontar em Lusaka o Zesco United local, partida referente à terceira jornada do Grupo C.

Depois de uma vitória e uma derrota, o embaixador angolano procura uma vitória para manter o objectivo de qualificar-se para a fase seguinte da competição (quartos de final), em só os dois primeiros da série têm acesso, apesar dos quatro integrantes ambicionarem o mesmo desiderato.

O Zesco United é o adversário de amanhã, parece representar para o Libolo o mesmo grau de dificuldade dos demais adversários, dado o equilíbrio que regista o grupo em que todas as equipas têm três pontos, resultado de uma vitória e uma derrota. Assim, é uma empreitada que deve exigir da equipa angolana um estofo competitivo para evitar dissabores, mais a mais por jogar fora de casa, situação que por si só costuma ser encarada como certa vantagem para as equipas que jogam no seu habitat.

Ciente disto, o Recreativo do Libolo desloca-se à capital zambiana para contrariar não só este aparente favoritismo do adversário, como para discutir palmo a palmo, durante 90 minutos, os três pontos. Caso não for possível sair de Lusaka com uma vitória, a equipa do Cuanza Sul deve tudo fazer, para no mínimo, não sair vergado ao peso da derrota.

Depois da última derrota, o embaixador angolano pretende evitar novo desaire, que a acontecer pode pôr em \"cheque\"a hipótese de chegar à fase seguinte. Por conseguinte, um resultado esperançoso amanhã pode ser um empate ou uma vitória, embora ainda reste a segunda volta.

A equipa do Cuanza Sul preparou o jogo até sexta-feira, dia em que partiu para o palco da competição. Apesar de ter o grupo completo e sem quadro clínico preocupante, o técnico Vaz Pinto mostra-se receoso devido ao número de jogos que a equipa está a realizar num curto espaço de tempo, está a dividir-se na competição interna e externa.

O treinador do Libolo considera excessiva a quantidade de jogos, teme que isso possa prejudicar a qualidade de exibições e condicionar mesmo os resultados positivos, que todos almejam para coroar de êxito a campanha do embaixador.

Talvez seja altura de a direcção do Libolo pedir a intervenção da FAF, e a colaboração dos seus adversários no Girabola Zap, a fim de concertar melhor o calendário e ajustá-lo de modos a não resultar em sobrecarga para a equipa. Entretanto, estes são outros quinhentos, como soe dizer-se. Por agora, a atenção deve estar virada, única e exclusivamente, para o jogo de amanhã, em Lusaka.

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