Jornal dos Desportos

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Opinio

Libolo no trilho certo

11 de Julho, 2017
O Recreativo do Libolo continua de vento em popa na competição continental. Afastando para bem longe o receio que pairava na véspera do jogo do passado fim de semana, a equipa do Cuanza Sul tratou de fazer jus ao favoritismo que lhe conferia o factor casa, e lá conseguiu dar a volta por cima. Com o empate arrancado domingo diante do Smouha do Egipto garantiu a continuidade na Taça da Confederação.

Tratou-se, em última instância, de uma vitória não só do próprio Recreativo do Libolo que se afez à quadra, mas de todo o futebol angolano, sendo evidente que a avaliação que se faz à evolução competitiva de um determinado país depende muito daquilo que configura o desempenho dos seus representantes nas competições africanas de clubes, ou ainda da sua Seleção Nacional.

Já é sabido, à partida, que a nível de seleções não andamos, faz tempo, de boa saúde. De resto, assim denunciam os resultados que temos vindo a obter, bem assim como a acentuada queda no ranking, quer da CAF, quer da Fifa. Mas a nível de clubes conseguimos, às vezes, mostrar um pouco de raça, como está a acontecer por exemplo agora.

Por tudo isso, temos que olhar para o Recreativo do Libolo, como equipa que representa a expressão do futebol angolano, despindo-nos de todos os laivos clubisticos. Agora vem pelo caminho um, por nós conhecido, TP Mazembe do Congo Democrático, para os quartos-de-final, sendo para este compromisso que por ora devem estar direccionadas as atenções de Vaz Pinto e sua rapaziada.

Com base no histórico, as nossas equipas nunca se deram bem com este emblema da vizinha República Democrática do Congo. Mas, como diz a velha sabedoria, cada jogo é um jogo, não havendo nenhuma comparação entre um e outro.

O Libolo pode conhecer sorte diferente. O segredo está apenas no trabalho que deve ser desenvolvido sem temores do adversário a defrontar.A equipa já é detentora de uma experiência quanto baste, que já não lhe prende na atenção e preocupação com o adversário.

O essencial, e é o que em regra se recomenda em situações como esta, é fazer bem o trabalho de casa e não se preocupar com quem vamos defrontar, seja ele rei, rainha, torre ou bispo. E mais: o TP Mazembe, como todos clubes do Congo Democrático, investem muito nos bastidores.

Serve isto para dizer que nem sempre as equipas congolesas se superiorizam pelo futebol jogado nas quatro linhas do rectângulo de jogo.

Beneficiam muito de factores extras, sobretudo a jogar no seu reduto, é contra isso que a direcção do clube deve estar atenta. De resto, a equipa está com futebol suficiente para contornar qualquer adversário que lhe cruze o caminho.

O país está expectante, porque uma boa campanha do Libolo pode devolvê-lo ao G-12, e por outro, é bem provável que com a anunciada saída de Rui Campos da presidência do clube, em função das suas responsabilidades na CAF, queira a equipa de futebol.

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