Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Liderana do Girabola

26 de Março, 2014
É certo que quatro jornadas disputadas num campeonato de 30 não traduzem absolutamente nada, uma vez que estão por disputar grande número de jornadas. Muita coisa pode acontecer, podendo mesmo dar-se o caso de aquelas que hoje estão a minguar ascenderem na classificação e as que de momento batem palmas conhecerem um decréscimo, quer do ponto de vista de prestação, quer em termos de classificação.

Mas, por ora, manda a verdade dizer que o início da prova está com indícios de que vamos ter uma disputa acesa pelos lugares cimeiros, capaz de atiçar a luta pelo título. Por exemplo, à entrada da quinta jornada, encontramos três equipas ex aequo no topo da classificação. Entre elas estão os campeões das duas últimas edições, o que é extremamente salutar.

Bom seria que esta determinação, esta correlação de forças não fosse sol de pouca dura, mas que prevalecesse durante todo o campeonato. Afinal, há duas edições que vimos a assistir a campeonatos em que o campeão é consagrado a largas jornadas do fim. Assim foi com o Recreativo do Libolo, em 2012, e voltou a ser com o Kabuscorp, em 2013.

Não é salutar um campeonato que decorre sob o monopólio de apenas uma equipa. Queremos um campeonato igual ao de 2011, em que Recreativo do Libolo e Kabuscorp do Palanca se bateram pelo título até ao limite, sendo que só mesmo na última jornada a turma do Cuanza Sul conseguiu chamar a si o troféu. Quando assim acontece, o título acaba por ter um sabor especial.

Mas, pelo número de equipas que se assumem candidatas ao título, podemos acreditar que nesta edição haverá uma luta sem quartel pelos lugares cimeiros, uma particularidade que, em última instância, concorre apenas para a melhoria qualitativa do próprio torneio. É evidente que entre o falar e o fazer vai uma boa distância, mas não foram poucas as equipas que falaram em título como meta a atingir.

Os clubes estão agora concentrados na preparação dos jogos referentes à quinta jornada, marcada para o próximo fim-de-semana. O Petro de Luanda é a única excepção, face ao seu envolvimento nas competições africanas de clubes. As outras equipas que se viram arredadas da prova africana, voltaram as baterias para a competição doméstica. A aposta é forte, com tudo a indicar que as próximas jornadas podem ditar um outro quadro classificativo.

Aliás, as promessas das equipas têm alguma lógica. Este ano, elas investiram muito na melhoria dos respectivos plantéis. Por isso, não devemos ousar pôr em dúvida quando ouvimos este ou aqueloutro clube a definir a meta da sua equipa no Girabola. Não percamos de vista que no presente campeonato pontificam oito equipas que já tiveram o mérito de subir ao pódio.

Mas, sendo que quatro jornadas não permitem uma visão mais exacta daquilo que é o rendimento individual de cada equipa interveniente, tal como tratámos de frisar no começo, resta-nos aguardar pelo evoluir da prova e, quem sabe, lá quase a meio da primeira volta possamos fazer um enquadramento mais justo e detalhado sobre as incidências da prova. Mas, por ora, fique apenas a percepção de que há evidências de que a luta pelo título pode vir a dar muito pano para mangas.

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