Jornal dos Desportos

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Opinio

Limar as arestas

11 de Janeiro, 2018
A Selecção Nacional de futebol continua a trabalhar em Marrakexe, em busca de nível ideal para o compromisso que tem em vista. Ou seja, a participação na V edição do Campeonato Africano das Nações CHAN\'2018, com início no sábado em Marrocos.
Na terça-feira, a selecção venceu por 1-0 a congénere da Guiné Conacry, com Job a visar a baliza adversária. O técnico Srdjan Vaseljevic aproveitou a sessão realizada na tarde de ontem, para a recuperação física do grupo. De resto, o grupo está a aproveitar o pouco tempo que resta para a entrada em acção e assim, fazer os últimos acertos.
Apesar do tempo considerado relativamente curto, que liga o técnico à equipa, Angola não está proibida de sonhar. De resto, o objectivo competitivo é obter uma classificação que supere a obtida na última edição, uma vez que o segundo lugar de 2011 no Sudão ficar mais difícil, apesar de não ser impossível.
Afinal, não obstante os trabalhos terem começado tarde, Vaseljevic completou 30 dias nas funções na passada terça-feira, está a trabalhar para a formação de um grupo coeso e capaz de absorver ao máximo as estratégias de jogo que são ensaiadas. Nas sessões de treino, salta à vista a entrega de corpo e alma ao trabalho, por parte dos atletas.
A poucos dias da estreia, espera-se que a equipa acerte nos detalhes, sobretudo, porque os adversários estão a fazer intenso trabalho de preparação que se considera compatível com as metas estabelecidas, prevê-se que não concedam facilidades em campo. Há que estar preparado para tudo. Angola precisa de se preocupar com ela mesma, com o que deve tipificar a sua estratégia.
Resumindo, a selecção precisa de mostrar aos adversários com quem se vai defrontar, a capacidade de luta, a qualidade de jogo. Afinal, no país e a nível de clubes, também se tem desenvolvido um trabalho sério e aturado em torno de processos de formação, que visem trazer à ribalta novos valores.
Uma selecção que já disputou uma final do campeonato, está no direito se não na obrigação de mostrar combatividade e maturidade. Os resultados eventualmente ruins do passado, não podem nem devem contar. O momento, é de outro desafio, que exige o esforço e a entrega de todos.
Sobre os adversários que a equipa nacional vai ter pela frente, na primeira fase da prova, já se disse em ocasiões anteriores, que o sorteio não foi simpático para o combinado nacional. Na terça-feira, as forças vão ser jogadas com o Burkina Faso. A seguir vêm os Camarões no dia 19, e no dia 24 o Congo. E, depois disso, é uma incógnita. Tanto pode ser o regresso a casa, ou a disputa dos quartos do final. Fixemo-nos nesta última possibilidade...

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