Jornal dos Desportos

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Opinio

Lufada de ar fresco

15 de Setembro, 2015
A Federação Angolana de Ténis (FAT) continua a trabalhar, para resgatar o prestígio e a grandeza que a modalidade já teve, no panorama desportivo nacional e africano. Apesar das dificuldades e ante a crise que económica e financeira que assola o país, o presidente de direcção, Matias Castro e Silva acredita ser possível trabalhar para projectar de novo o ténis nacional.

Matias Castro e Silva, membros da sua equipa de trabalho e alguns agentes da modalidade, foram os convidados do programa Domingo Desportivo da TPA, durante mais de meia hora dissecaram o momento actual do ténis, é reconhecimento unânime que o período de crise que atravessou este desporto ficou para trás, e que há todo um trabalho em curso para que as raquetes voltem a estar em alta.

A visita, que o representante da ITF efectua neste momento ao país, 13 anos depois de um dirigente do mais alto organismo mundial da modalidade ter estado em trabalho a Angola, é prova inequívoca de que há uma nova lufada de ar fresco, desde a entrada em funções em 2012, da actual direcção liderada por Matias Castro e Silva.

Desde então para cá, foi possível reorganizar os arquivos da instituição, disputar com regularidade as competições nacionais nas mais variadas categorias, propiciar o regresso dos tenistas angolanos às provas internacionais, mormente aos circuitos africanos e estreitar a relação de trabalho com as Associações provinciais.

As dificuldades são ainda imensas, como ressaltou o número um da Federação, mesmo com os “apoios a meio gás” que provêm do Ministério da Juventude e Desportos, o dirigente projecta muito mais acções para a modalidade, como disse é no meio das dificuldades, que se deve arregaçar as mangas e mostrar trabalho.

O grande dilema da Federação continua a ser a falta de instalações para trabalhar. O presidente da Federação apelou à uma maior sensibilidade de quem de direito, no sentido de ajudar a resolver o problema que prejudica todo um esforço que os dirigentes desenvolvem para massificar e desenvolver a modalidade. “É preciso, que se vejam as coisas com os olhos de ver e se olhem para as instituições do mesmo modo, para evitar que uns sejam tratados como filhos e outros como enteados”, chegou a desabafar o homem forte da FAT.

Com a visita do representante da ITF, o país pode começar já a acolher as provas dos circuitos africanos, elevar o número de atletas nacionais a participar desses eventos que pontuam para o ranking, e sobretudo, beneficiar em termos de apoio material e financeiro. Tudo isso, foi graças à liquidação da dívida financeira que o país tinha junto do organismo internacional, e que o elenco de Matias Castro definiu como prioridade logo após a tomada de posse.Contudo, é importante que os apoios locais se façam sentir, para que todo o esforço que tem estado a ser feito pelos actuais dirigentes e as perspectivas para a modalidade não caiam por terra.

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