Jornal dos Desportos

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Opinio

Luta no Basquetebol

08 de Abril, 2019
O desequilíbrio verificado na disputa entre 1º de Agosto e Petro de Luanda para o acesso à Final Four, da AfroLiga, é quase reflexo daquilo que poderá ser a ponta final do Unitel-Basket. Na verdade, está notória uma certa regressão em termos de competitividade de certas equipas do campeonato, que, num passado recente, conseguiram, com a sua exibição, resultados e conquistas, encantar a praça basquetebolista nacional.
O abismal fosso no resultados dos dois jogos disputados entre os dois principais gigantes, na AfroLiga, acaba por surpreender, pela negativa, aqueles que lidam com bola ao cesto, e que sempre testemunharam disputa acirrada nos jogos entre as equipas, quase sempre de prognóstico reservado, em face da proximidade, quer em termos de valores colectivos, quer em termos de valores individuais.
O Petro está uns furos abaixo, mesmo com algum investimento feito pela direcção do clube, no que ao reforço do plantel diz respeito. Não tem estado a altura da velocidade do seu principal rival. Se isto agrada aos adeptos do 1º de Agosto, não agrada ao aficionado comum, sendo que este quadro mais não proporciona senão a quebra de qualidade de uma competição, que sempre foi marcada por enorme suspense.
É que depois da quebra do Atlético Sport Aviação-ASA, que já foi um senhor do nosso basquetebol, por razões a ver com as políticas de gestão da agremiação, influenciada, sobretudo, pelos seus patrocinadores, surgiu um Recreativo do Libolo a preencher a deixa. E a prova continuou assim, com três equipas quase em igualdade de forças, no que toca à capacidade de luta pelo título.
As mudanças havidas no clube do Cuanza Sul, que resultaram no seu desmembramento, dando lugar a dois. Um, o Recreativo que ficou com o futebol, e outro, o Benfica que passou a adoptar o basquetebol, vieram a desarticular as coisas. Pois, o Sport Libolo e Benfica quase morreu à nascença. Não teve saúde para viver, e acabou destituído, com os seus activos a serem aproveitados por outras agremiações.
O fim do Libolo não foi bom para o basquetebol nacional. Pois, estamos só a falar de uma equipa que marcou a sua fase, com a conquista de vários títulos nacionais, encostando os gigantes da capital, Petro e 1º de Agosto, à parede, quando assim entendeu fazê-lo. Porque tinha uma gestão e uma organização, que permitiam discutir ao limite pelos objectivos directivamente traçados.
Ora, com o Libolo na página necrológica, apenas Petro de Luanda e 1º de Agosto estão em condições de dar gás ao campeonato, sem demérito às outras equipas que, não tendo ambições por aí além, também têm dado o ar da sua graça na prova.
Mas vamos percebendo que, pelo menos na presente edição, o Petro terá de fazer das tripas coração, para anular a avassaladora hegemonia agostina. As derrotas na AfroLiga deixaram claro, que há desnível de valores entre as duas equipas.



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