Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

M experincia

28 de Janeiro, 2017
A prestação da Selecção Nacional de Andebol, sénior masculina, no Mundial de França, além de péssima foi vergonhosa para a imagem do País. Sabíamos das dificuldades que o sete nacional ia encontrar, por essa razão, ninguém perspectivou grandes resultados.

Porém, pairava a convicção de que se podia fazer melhor, fugir do último lugar, situação que infelizmente não ocorreu. E, não ocorreu, em parte, porque as condições não foram criadas. Por outro lado, não foi boa ideia deixar sair Felipe Cruz, obreiro do terceiro lugar, e da qualificação, consequentemente.

A Selecção Nacional trabalha, ou ainda tem os ensinamentos de Felipe Cruz, e tratando-se do Mundial, palco supremo da modalidade, era expectável que a Federação Angolana de Andebol fizesse mais, ir onde as decisões são tomadas, de modos a garantir mais condições, e os resultados podiam ser diferentes dos que tivemos.

Foi, por outro lado, inconcebível ver o guarda-redes a jogar com um colete de jornalista, porque o apropriado não existia. É igualmente inaceitável, que não se tenha inscrito o terceiro guarda-redes. Portanto, além de uma preparação indevida, a Selecção enfrentou graves problemas de logística que não se justificam, apesar da situação económica que atravessamos.

A responsabilidade do desastroso resultado, não pode ser apenas imputada à Federação Angolana de Andebol, também ao Ministério da Juventude e Desportos, dado que é o representante do Estado e a quem competia assumir a decisão que visasse proteger o País. Competia, ao Ministério da Juventude e Desportos, dizer não vamos porque não há condições, e assumir, em consequência, o que adviesse da nossa ausência.

Não competia à Federação Angolana de Andebol decidir pela ida, ou não ida, em razão de falta de condições. Era uma decisão que competia ao Ministério da Juventude e Desportos, porque é a entidade a quem compete criar condições para as selecções nacionais.

Sem dúvida, foi uma péssima experiência, que pode desmotivar os atletas que constituem o "sete" nacional. Pois, quase que não tem serventia o engajamento para chegar aos lugares cimeiros no continente, quando não se criam condições à altura de uma participação dignificante.

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