Jornal dos Desportos

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Opinio

Mais do que vocao

14 de Outubro, 2017
É consensual, que o desporto é hoje uma ciência, quer o treino, quer as estratégias que se utilizam em campo. Exige mais, do que uma simples vocação, de ser treinador. Nem um rico passado, enquanto atleta, garante resultados positivos como treinador.

É essa consciência, que os clubes nacionais e o basquetebol, em particular, devem inculcar nos ex-praticantes que queiram iniciar-se na ciência de treinos para se transformarem em treinadores.

Há conteúdos de treinos, assim como respostas dos atletas, que só são compreensíveis se o treinador tiver escolaridade para o fazer.

No debate, que se faz hoje na media, chegou-se à essa conclusão. Figuras como Tony Sofrimento, um dos mais entendidos na matéria, pois, foi não só atleta como treinador e já leva décadas no dirigismo, é dos poucos angolanos a integrar os órgãos africanos de decisão da modalidade.

É importante pensar-se, não apenas no Instituto de Educação Física, como uma escola de basquetebol, exclusivamente. Já lá vão os tempos, em que os treinadores eram obrigados a compreender tudo, e mais alguma coisa. As equipas técnicas hoje são alargadas, precisamente, para incluir os mais diversos técnicos. Há especialistas em ler jogos, em traçar estratégias, e outros, cuja função pode ser motivar os atletas.

A Federação Angolana de Basquetebol, assim como os clubes, deviam ir ao encontro do Ministério da Educação para abertura de uma escola específica de treinadores de basquetebol. Há um senhor, com passagem no futebol nacional (Dusan Kondic), que pode ajudar muito para a concretização dessa realidade. É ou foi durante muitos anos, director de escolas de treinadores no seu país, e dado que o nosso basquetebol é a fusão das escolas americanas e da Europa do Leste, nada melhor do que aproveitá-lo.

Em relação aos Estados Unidos da América, o presidente da Federação Angolana de Basquetebol tem contactos, assim como o treinador do Petro de Luanda, que pode ser útil. A formação, não precisa de ser de quatro ou cinco anos, como se faz habitualmente. Dois semestres podem ser suficientes. O importante é a qualidade do conteúdo a ministrar, assim como os formadores.O nosso basquetebol tem de dar esse salto, se quiser manter-se no topo do continente, e participar nas grandes cimeiras mundiais. Victorino Cunha, Wladimiro Romero, Mário Palma e outros construtores da filosofia do basquetebol nacional sempre estiveram à altura do conhecimento.

Foi graças à capacidade de compreenderem e interpretarem os fenómenos, que tivemos até hoje, resultados de que se orgulha o nosso basquetebol.

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