Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Mais segurana

19 de Abril, 2014
O móbil para o descontentamento dos espectadores e adeptos desta ou daquela equipa tem sido sempre o alegado mau trabalho dos árbitros, com atitudes tendenciosas a favor de determinada equipa, mas nada justifica, porém, que partam para actos violentos, insurgindo-se, inclusive, contra as forças policiais que têm como missão garantir a segurança e a integridade física de todos os intervenientes nos espectáculos desportivos, jogadores, árbitros e público.

Este sábado promete ser fértil em muitas emoções, particularmente em Calulo, onde haverá um jogo de campeões, cuja rivalidade cresce de ano para ano. O encontro entre o Recreativo do Libolo e o Kabuscorp do Palanca que acontece esta tarde, acaba, pois, de ser um jogo de alto risco, porquanto, para além de estar em jogo a liderança do campeonato, há outros factores adicionais, como as contas que os dois conjuntos têm por saldar.

Como jogo de cartaz da jornada, e pelos dados acima descritos, é imperioso que se evitem situações desagradáveis antes, durante e depois do jogo, para bem do espectáculo, até porque o recinto do Libolo já registou no passado exemplo de má conduta de alguns adeptos locais, cujo comportamento acabou por manchar o nome do clube libolense.

Em termos de afluência de público aos estádios o número tem sido animador e, em algumas situações, chega mesmo a superar as estimativas iniciais, facto que pode deixar de existir, se houver permissividade a estas cenas tristes.

Os espectadores querem garantias para a sua integridade. E deixarem de afluir aos recintos desportivos será a forma de protestarem contra essas situações negativas, com penalizações naturais para os clubes que, além de ficarem sem apoio dos seus adeptos, terão dificuldades nas suas receitas, sem a venda de ingressos.

O Libolo e o Kabuscorp do Palanca têm condições para amanhã proporcionarem um espectáculo que satisfaça os anseios do público. Mas tal tem de ser debaixo de um clima de tranquilidade, sem nuvens de medo a pairarem sob o estádio de Calulo.

Nunca é demais, pois, apelar-se ao bom senso dos adeptos e fair-play dos jogadores, para que um jogo de futebol se torne, também, num bom momento de convívio entre os angolanos, noves fora as rivalidades existente entre determinados clubes.

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