Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Mais um no "desemprego"

03 de Maio, 2014
Uma “chicotada” que acaba por surpreender os amantes do futebol, principalmente depois de tudo o que foi dito na sua apresentação oficial.

Na opinião do presidente do clube, Alves Simões, o mau clima de trabalho que se verifica nas hostes da formação do Rocha Pinto contribuiu para que o técnico deixasse o comando da equipa. Aliás, devido a esta situação algo inusitada, diga-se, Omerhoszil decidiu pôr o seu lugar à disposição e a direcção do clube aceitou.

Em nove jogos, a formação da polícia ocupa a quinta posição, com 13 pontos, fruto de quatro vitórias, um empate e quatro derrotas, a última das quais diante do Recreativo da Caála, no Mártires da Canhala, por expressivos 0-5. Foi este resultado humilhante que precipitou a saída do técnico.

Um dos grandes problemas do futebol nacional é a ansiedade das massas associativas e a limitada inteligência de alguns adeptos e até de dirigentes. Um treinador dispensa-se quando existe a convicção forte de que não pode dar mais nada à equipa.

É verdade que a equipa fez alguns jogos péssimos. Antes da humilhação no Huambo, a equipa foi derrotada pelo Progresso em pleno 22 de Junho.
Mas a culpa será apenas do treinador? Pensamos que não. O que está por detrás do ambiente tenso que se verifica no balneário? Se há problemas, investigue-se onde eles estão e não se arranje um bode expiatório.

Em função do que se observou, parece notório que Misard Omerhodzic não assimilou, durante o pouco tempo que esteve à frente da equipa, a mística e cultura do clube. Exibições pouco convincentes, erros repetidos, principalmente nos dois últimos jogos, e discursos pouco convincentes não se compadecem com a bitola de exigência de uma equipa que tem no seu historial dois títulos nacionais (2007 e 2010). O técnico não teve tempo para fazer a sua aprendizagem e crescer em pleno processo competitivo.

Agora, importa pensar de forma estratégica o abordar da transição, sabendo que muita coisa vai mudar com José Luís Borges, ex-adjunto de Omerhodzic, que conta com os seus antigos colegas, Abílio Amaral e Alexander Stanvic. As próximas jornadas são determinantes, não só para o seu futuro mas também para o do Interclube.
As decisões sobre a forma de abordar os temas essenciais ou como reagir nos momentos de maior dificuldade parecem vir da estrutura, mas o método terá de ser articulado com a personalidade e o estilo de liderança de Luís Borges.

Quem será o próximo a perder o emprego? Esta é a questão do momento. Vamos aguardar, porque ainda teremos muitas novidades até ao cair do pano do Girabola.

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