Jornal dos Desportos

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Opinio

Makas na natao

27 de Junho, 2019
Numa altura em que Angola se prepara para o Campeonato do Mundo da Coreia do Sul, Jogos Africanos de Rabat (Marrocos), bem assim como os Mundiais de Juniores em Budapeste (Roménia) e o “Africano” dessa mesma categoria na Tunísia, instalou-se uma onda descontentamento no seio de alguns nadadores. O móbil da divergência assenta-se no facto de alguns destes não terem sido convocados para o Mundial.
Mário Everdosa, filho de pais angolanos, mas que nasceu e residiu sempre na África do Sul, Pedro Pinotes, que evolui na equipa do Sporting de Portugal, e Ana Nóbrega, são os nadadores que se optaram por desistir da convocatória para os trabalhos da selecção, pelas razões atrás evocadas. Os três nadadores encaminharam cartas à Federação Angolana da modalidade, evocando o seu pedido de demissão.
A atitude destes três atletas mereceu a pronta reacção do presidente da Federação Angolana de Natação, que fez saber que os objectivos do organismo em relação aos nadadores convocados passam por critérios como primar pelos melhores da actualidade.
Mário Fernandes alega, ainda, que os demissionários já tiveram os seus momentos de glórias, e, ficando subjacente também aqui, a ideia de haver outros talentos a despontar a nível da natação no país. Na óptica do líder da FAN, a presença de um atleta na selecção não é obrigatória, mas sim algo com carácter de voluntário.
Para o número “um” da Federação Angolana de Natação as pessoas são convocadas de acordo com o mérito e a estratégia deste organismo por via do seu Conselho Técnico.
O líder da FAN evoca, por outro lado, argumentos de que não se deve, no que concerne as convocatórias da selecção, apoiar atletas que estão próximos dos 30 anos em detrimento de outros com 17 e que, acima tudo, dentro todos dos critérios seleccionáveis para o efeito.
Por outro lado, não deixa de ser também negativo o facto de Pedro Pinotes, a título de exemplo, não ir competir num prova do Sal, Cabo Verde, manifestamente por estar zangado por não ser opção para o Mundial. É preciso compreender que numa altura como esta, em que se enfrenta o período bastante crítico em termos financeiros, que se gaste dinheiro com um nadador em termos bilhete de passagem e outras despesas e este, por mero capricho, abdique de participar numa prova a pretexto de descontentamento.
E como disse (e bem) o líder federativo a pátria deve estar acima de tudo e não se aceita, todavia, que um atleta chamado para representar a selecção atire bandeira ao chão, com o pretexto de que só está disponível para competir na prova “A” e “B”, mas, em contrapartida, não na “X” e “Y”. É uma atitude a todos os títulos reprovável.
E, como é óbvio, em casos dessa natureza a federação não deve ter meias contemplações. Deve, sim, responsabilizar e punir, se for o caso, todo e qualquer atleta (no caso específico nadador) que incorrer numa atitude do género. A Nação e a Bandeira Nacional devem estar acima de qualquer outro ideal patriótico. Isso está claro…

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