Jornal dos Desportos

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Opinio

Manter a esperana

12 de Abril, 2016
O Sagrada Esperança continua com uma passada ganhadora neste período de apuramento à fase de grupos da Taça da Confederação.O desaire que a equipa sofreu em casa no seu primeiro jogo diante do representante sul-africano, e que levou a que se fizessem mau augúrios quanto à sua permanência na competição africana, despertou nos jogadores diamantíferos um sentimento de revolta.

Chamado para as afrotaças, devido a desistência do vencedor da Taça de Angola, o Bravos do Maquis, por problemas financeiros, o Sagrada Esperança, longe de ser um estreante, marcou, apenas, o regresso ao convívio dos grandes do continente.Único representante nas competições da Confederação Africana de Futebol ao nível de clubes, após o desaire do campeão nacional diante do Al-Ahly no acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, os diamantíferos sabem das suas responsabilidades, e estão galvanizados pelos apoios recebidos, não só pelo público como pelas entidades oficiais do governo da Lunda Norte e de responsáveis do Ministério da Juventude e Desportos.

A auto-estima da equipa angolana está em alta e os resultados conseguidos até agora atestam isso mesmo, depois de humildemente o conjunto ter superado o primeiro tombo na competição.Ultrapassar os sul-africanos numa situação desvantajosa, e ultrapassar depois o representante moçambicano deu ânimo ao conjunto que aparece agora numa posição bastante favorável para chegar à penúltima eliminatória do apuramento à fase de grupos.

O conjunto angolano teve arte e engenho para chegar ao reduto do Vita Club Mokonka do Congo Brazzaville para vencer e ter meia eliminatória resolvida no passado fim-de-semana, o que ilustra a forma como os diamantíferos estão a encarar a competição continental em que estão inseridos.É certo que as eliminatórias só são resolvidas ao cabo dos dois jogos, faltando ainda noventa minutos para a sua decisão, mas o triunfo no reduto alheio dá ao Sagrada Esperança a confiança necessária para no jogo da segunda-mão, no Dundo, com o apoio de todos, confirmar a passagem à próxima etapa.

Jogadores e equipa técnica têm de aproveitar o bom momento para dentro de 15 dias aplicar ao adversário o golpe final, confirmando sem equívocos uma superioridade que começou a manifestar-se na capital congolesa. Com humildade, os diamantíferos podem perfeitamente ultrapassar mais este obstáculo e chegar à quarta eliminatória da Taça da Confederação.

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