Jornal dos Desportos

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Opinio

Maputo nas atenes

25 de Março, 2017
Os Palancas Negras têm hoje, em Maputo, o primeiro teste na versão Beto Bianchi, quando descerem ao relvado do estádio do Zimpeto para medir forças com a congénere moçambicana no preenchimento de mais uma Data Fifa. Trata-se de reencontro de uma equipa que não actuava junta desde que se viu desqualificada de todas competições oficiais em que esteve envolvido.

Depois de perder o comboio para o Mundial da Rússia e CAN\'2017 o grupo ficou desmobilizado, e com os ventos de mudanças que sopravam na Federação Angolana de Futebol não mais voltou a ser convocada para um compromisso sequer. Entretanto, a nova direcção da FAF tratou de proporcionar a ocasião tendo em conta a proximidade das qualificações ao CHAN\'2018 e CAN\'2019.

Porém, como era previsto, não apostou na anterior equipa técnica dirigida por José Kilamba e André Makanga, tendo encontrado uma substituição que terá julgado à altura de corresponder às suas ambições. Beto Bianchi, também técnico do Petro de Luanda, é o homem a quem foi confiada a missão de conduzir a equipa para a nova etapa de compromissos.

Um dos objectivos principais deste grupo de trabalho passa pela qualificação, ou para o CHAN, ou para o CAN ou para as duas competições, o que permite calcular a dimensão da responsabilidade que recai às costas de Beto Bianchi e seus adjuntos. À partida, a missão pode ser difícil mas não impossível, desde que o trabalho seja bem acompanhado.

Aliás, começa-se bem com este ciclo de jogos de preparação. Afinal depois do jogo de logo mais a selecção deixa Maputo amanhã, com destino à África do Sul adversário que vem a seguir. É importante que antes do início dos compromissos oficiais a selecção tenha já alguma rodagem, o que só é possível com o contacto permanente com outras equipas.

Quanto ao jogo de hoje, escusamos arriscar vaticínios. Sabe-se, desde já, que Palancas e Mambas quando se defrontam conseguem agradar a todos quantos assistam ao jogo, sendo que o equilíbrio sempre caracterizou os seus confrontos. As duas selecções são quase do mesmo nível. Pois vezes houve em que moçambicanos saíram a sorrir da quadra e outras em que foram os angolanos a festejar a vitória.

Seja como for, pensamos que numa partida que não conta para nenhuma competição, talvez o resultado não deve ser posto muito em conta, mas sim a exibição. E no caso particular de Angola, o desempenho individual das unidades, que permita ao seleccionador nacional uma avaliação precisa daquilo que pode esperar das suas apostas.

Por ora, o que interessa a Angola é formar uma equipa coesa e capaz de fazer uma excelente interpretação dos fundamentos do jogo, para que aos poucos possamos formar um grupo de trabalho com ousadia competitiva e capaz de ter alguma expressividade em campo, coisa que quase sempre faltou à nossa selecção.

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