Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Mau arranque

11 de Junho, 2017
Uma espera que acabou por defraudar em função do resultado que os Palancas Negras conseguiram em casa do Burkina Faso (derrota) no arranque do grupo I em que são também intervenientes as formações da Mauritânia e do Botswana que se defrontaram ontem, e com as quais a equipa angolana vai cruzar nas próximas jornadas.

Internamente, as águas estiveram algo agitadas no período que antecedeu o jogo, com críticas directas ao órgão reitor do futebol nacional pela forma como colocou o conjunto no estágio em Portugal, e também a alguns jogadores convocados que se furtaram a responder à chamada do seleccionador com a sua presença no local de preparação.

E ontem, não houve nada que não fosse previsível, em função da má planificação para o estágio que o conjunto efectuou em terras lusas e que acabou por não corresponder às expectativas gerais, mais pelo nível de adversários que o conjunto defrontou, uma equipa de juniores e outra dos escalões distritais de Portugal.

Face a essas incongruências, o resultado dos Palancas Negras neste seu primeiro \"round\" de assalto ao CAN que os Camarões serão palco não poderia ser outro. A lógica, muitas vezes falível no futebol prevaleceu e a derrota de Angola acabou por ser normal, diante um adversário que voltou a demonstrar a sua superioridade diante dos angolanos e que confirmou o favoritismo que se lhe atribui como principal selecção no grupo.

Ainda assim, e não obstante a derrota verificada, Angola mostrou que com trabalho sério e mais organização tem condições para melhorar o seu desempenho e inverter o quadro actual, em que à saída da primeira jornada ocupa a última posição da série.

Para todos os intervenientes neste processo em que a Selecção Nacional está envolvida, órgão federativo, equipa técnica e jogadores, o trabalho para as próximas jornadas e, consequentemente, o futuro, deve começar agora, com cada elemento a assumir as suas responsabilidades.

O sonho não termina pelo facto do país ter sofrido uma derrota na estreia, mas é preciso tirar os devidos ensinamentos desta derrota para melhor planificar o futuro. Até o próximo jogo, em Março do próximo ano, há tempo para melhorar nos diversos aspectos. Basta para isso que haja vontade.

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