Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Medidas precipitadas

10 de Maio, 2017
É ainda muito cedo, para aferir as consequências ou os efeitos da saída inesperada do técnico João Machado, do comando do Atlético Sport Aviação - ASA. O desempenho da equipa, no Girabola Zap, talvez seja o melhor barómetro. Será o efeito a partir do qual a direcção do clube e os adeptos de uma maneira geral podem fazer o balanço exacto.

Para já é ponto assente, que a saída do treinador não foi oportuna. Consideramos que a direcção do clube podia, mesmo que estivesse sob pressão da massa de adeptos, encontrar outra saída ou gerir da melhor maneira possível a crise de resultados, em nome do interesse supremo que é o estatuto da equipa.

Não faz sentido, quanto a nós, que com muito campeonato por se jogar, e sem que se tenha feito um diagnóstico do mau rendimento da equipa, se tenha partido para a substituição do treinador. A menos, que o clube assuma que já não tem qualquer objectivo a atingir na competição, que está apenas como mero animador.

Não pode ser crível, o mínimo exigível à direcção é a dignificação do nome do clube, um dos dois totalistas do nosso campeonato, que se joga desde 1979, o outro é o 1º de Agosto.

Os resultados obtidos depois da demissão de João Machado contrariam a direcção. Dizem por A+B que o mal nunca esteve no treinador.

Sabe-se, que os dinheiros que saem dos cofres dos clubes, devem ser justificados com resultados. No entanto, é impossível exigir dos jogadores resultados, se não há ambiente mínimo para que esses se concentrem, apenas no seu trabalho. Dentro de uma competição tão importante quanto esta (Girabola Zap), todas as medidas devem ser devidamente ponderadas, porque tanto podem ou não ser benéficas.

E, pelos vistos, no caso do ASA não foram. No futebol, como noutros sectores da vida, tudo requer tempo.

O substituto de João Machado ainda que seja alguém com passagem na La Liga, no Cálcio ou na Bundesliga, não será capaz de fazer diferente.

Desse modo, só um milagre pode oferecer aos aviadores resultados positivos na competição, que se apresta a terminar o primeiro turno.

A saída de João Machado foi um risco desnecessário, com toda a legitimidade que assiste à direcção do ASA, pois, é livre na tomada de decisões.

O interesse maior não ficou salvaguardado, desse modo, a direcção expôs-se a ter de assumir as culpas pelo eventual fracasso da equipa.

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