Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Meio percurso andado

30 de Maio, 2016
O Girabola atinge no próximo fim-de-semana, metade do seu percurso, quando se disputar a 15ª jornada que reserva como prato quente, o apetecível 1º de Agosto -Petro de Luanda e que promete arrastar muita gente para o Estádio 11 de Novembro.

Um percurso que sem grandes casos, particularmente na questão das arbitragens que têm sempre estado na "boca do mundo" devido a actuações algo parciais de determinados homens do apito, cujas decisões acabam por ter influência nos resultados de certas partidas.

Em boa verdade, os árbitros estão sempre expostos à crítica, tanto de dirigentes como de adeptos e da comunicação social, às vezes até, injustamente. Aos dirigentes apenas as vitórias e apontar o dedo aos juízes são as formas para justificarem desaires, e os adeptos comentam as arbitragens à quente, quase sempre.

No presente campeonato, o 1º de Agosto foi das formações que mais se queixou das arbitragem com justa razão. Em alguns jogos viu-se, claramente, que a turma militar teve razões de sobra para queixar-se dos árbitros, cujos decisões em lances limpos foram sempre a desfavor da formação militar.

Estes casos, porém, não mancharam o trabalho dos homens do apito na globalidade, comparativamente aos anos anteriores, em que os juízes de campo eram os protagonistas dos jogos, quando eram os jogadores em campo que deviam assumir esse papel.

Nesta primeira volta, fizeram grandes manchetes as "chicotadas psicológicas" verificadas. Na lista de treinadores que cortaram os vínculos contratuais com as equipas a que estavam ligadas, a saída do técnico Miller Gomes do Kabuscorp do Palanca foi das mais sonantes. O treinador antecipou-se a um eventual despedimento e pediu a demissão do cargo que ocupava na equipa técnica da formação palanquina, foi substituído pelos seus adjuntos.

No Recreativo da Caála, o despedimento do técnico Hélder Teixeira acabou por não ser surpresa. A formação caálense é das agremiações que mais despede treinadores, a sua direcção não teve qualquer pejo em "chicotear" o treinador, depois deste garantir a permanência da equipa no escalão maior do futebol nacional.

Na lista de treinadores despedidos, inclui Nfinda Mozer que deixou o 1º de Maio de Benguela e Vaz Pinto, que afastado do comando técnico da Académica do Lobito. No ASA, o "chicote" não poupou o brasileiro Roberto do Carmo.

Para gáudio dos seus adeptos, o 1º de Agosto é o campeão de "cacimbo," porque termina a primeira volta do campeonato na primeira posição, o que há muito não se via nesta equipa militar que esta temporada tem uma nova atitude competitiva, pese alguns percalços, como o empate com o Interclube.

O Recreativo do Libolo está na carruagem dos candidatos ao título, faz jus à sua condição de campeão em título, enquanto Petro de Luanda e Interclube fazem um campeonato interessante.

No fundo da classificação, o 1º de Maio e o Porcelana estão em má posição, o mesmo acontece com a Académica do Lobito e com o ASA, formações que têm como objectivo primário a permanência entre os grandes.

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