Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Melhorias vista

18 de Agosto, 2017
Ofutebol é no universo desportivo a modalidade de maior paixão, aquela que pelo mundo tem a particularidade de movimentar enchentes para os estádios e rios de dinheiro. Entretanto, em Angola nos últimos anos a qualidade do futebol a nível de clubes, de selecções e até dos seus praticantes tem baixado consideravelmente.

Só para se ter uma ideia em 1997 Angola era a 50ª melhor selecção do Mundo. Hoje, e olhando para a mais recente actualização,
notamos que se situa entre as piores nações, abaixo de países como Cabo Verde, Guiné Bissau, e de outros de menor expressão
futebolística. Em todo o caso percebe-se que os tempos sejam outros, e a realidade também. Mas estes números nos transmitem uma valiosa lição.

Sem querer identificar culpados, está claro que a regressão da qualidade do futebol nacional tem a ver primeiramente com a falta de
objectivos claros. Também há indícios de que o foco dos que estão na gestão é apenas um: participar em competições continentais sem
atenção ao trabalho de formação.

É por ai se pode justificar que desde a sua constituição, nas célebres jornadas de amizade Angola/Cuba, em 1917, a selecção já tenha conhecido mais de 30 seleccionadores, entre nacionais e estrangeiros. Entretanto, todos estes pormenores já foram discutidos e
já se identificou o mal, sendo que agora a questão consiste em encontrar soluções para se sair da situação menos boa em que se está.
Clubes como 1º de Agosto e Petro de Luanda, que já produziram grandes talentos, são grandes exemplos a seguir no que se refira
às políticas de formação.
Faltará apenas a faltar planos a médio e longo prazos e homens competentes e capazes de fazer cumprir, com rigor, os objectivos traçados para a modalidade. Mas, com as mudanças operadas na Federação Angolana de Futebol, já se vislumbra alguma luz no fundo do túnel. Espera-se por algum rigor e sentido de disciplina na planificação. É isto que leva ao desenvolvimento no mundo do desporto e do futebol em particular.

Na verdade, estão anunciados novos tempos para o futebol nacional . É certo que os novos gestores da modalidade não são
milagreiros, será necessário dar-lhes algum tempo para que possam mudar as coisas e mostrem os frutos do seu trabalho.
Pelo menos notam-se já algumas melhorias na concepção do jogo no seio da selecção nacional.

Será preciso apostar num trabalho de continuidade. Sendo assim, vamos acreditar na capacidade empreendedora dos homens. É uma questão de se dar tempo ao tempo para que os frutos possam começar a cair. Há sinais positivos, vamos acreditar que o futuro venha a ser melhor

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