Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Merecida conquista

27 de Janeiro, 2015
A equipa júnior de futebol do 1º de Agosto arrebatou, meritoriamente, o título de campeã nacional ao derrotar, domingo, na final do campeonato que decorreu na Província de Benguela, o Recreativo da Caála, naquela que foi a reedição da final passada. Os rapazes do Rio Seco passearam classe e talento na prova, deixando claro que os outros, que também apareceram no torneio com objectivos, devem trabalhar mais para lhes fazerem concorrência à altura.

Na verdade, a hegemonia evidenciada pelo 1º de Agosto deve alertar-nos para que alguma coisa não vai bem na modalidade nas restantes províncias. De resto, não podem as demais formações ficar subalternizadas, quando, afinal, as respectivas direcções também investem e têm objectivos claros nas competições.

É importante que algo seja revisto para um melhor equilíbrio. Não é normal que também nos escalões de formação o fiel da balança penda a favor de Luanda, ainda que seja, na verdade, hoje por hoje, o grande centro de desenvolvimento desportivo.

Claro está que, a nível de escalões inferiores, que são o grande viveiro, há muito que não há registo de grandes feitos de clubes fora da capital. É verdade que províncias como Benguela, Huíla, Cabinda e Huambo têm mostrado muito bons resultados nos escalões inferiores. Mas em termos competitivos nunca estiveram ao nível de Luanda.

Talvez a estas províncias esteja a faltar mais apoio e investimento, bem como um maior incentivo aos campeonatos locais, sendo aliás o contacto permanente que faz com que as equipas cheguem aos campeonatos nacionais com maior rodagem e, acima de tudo, um apurado espírito competitivo.

A revalidação do título, que já havia conquistado na edição anterior, mostra claramente a vitalidade que vai pelo futebol jovem do clube militar, numa demonstração de que o futuro da modalidade no clube está assegurado, desde que esta juventude seja bem acompanhada no processo da sua evolução.

Melhor prenda não podiam ter os menino rubros-negros neste início de ano, que não fosse a conquista do campeonato nacional, capaz de incutir neles outra mentalidade, outro espírito de conquista, que os pode tornar, no quadro do seu processo de maturação, verdadeiros guerreiros. A sua vitória no campeonato nacional não pode, por tudo isso, merecer qualquer contestação.

Melhor do que nós, os próprios adversários, que se tornaram suas presas, estão em condições de reconhecer o mérito da equipa. A nós compete reconhecer o trabalho da direcção do clube, da equipa técnica, dos atletas, por todo o labor de moldagem que levou à merecida consagração.

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