Jornal dos Desportos

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Opinião

Merecida final

12 de Novembro, 2017
Depois de terem confirmado por mérito próprio presença na final, Petro de Luanda e 1º de Agosto justificaram ontem, no Estádio 11 de Novembro, num dia em que o país comemorava o 42º aniversário da Independência Nacional, também ontem assinalado, que mereceram estar no jogo da decisão do título da Taça de Angola.
Quer petrolíferos, quer militares, tudo fizeram para oferecer um grande espectáculo e no final das contas bem se pode dizer que conseguiram agradar todos aqueles que estiveram no estádio \"in loco\", bem como milhares que pelas imagens televisivas e pelas ondas sonoras da rádio acompanharam o desenrolar do grade \"trumunu\".
Venceu o Petro de Luanda merecidamente por ter sido superior ao 1º de Agosto nalgumas fases do jogo, não obstante o quase equilíbrio por que ficou marcado os 90 minutos da final da segunda maior competição futebolística do país.
Com maior discernimento e aproveitando melhor as oportunidades, os petrolíferos conseguiram ao fim ao cabo alcançar o grande objectivo, que era vencer a Taça de Angola para salvar a época, mantendo também com a conquista o domínio na prova, agora com 11 troféus, contra apenas cinco dos seus concorrentes.
Os militares que pretendiam fazer o \"Triplex\", ou seja, vencer as três competições da época, após terem já conquistado a Supertaça e o Girabola, foram um digno vencido e deram luta ao adversário até ao apito final do árbitro, mas o dia parece que estava mesmo reservado para os arqui-rivais.
Depois de ter perdido o título, a equipa de Beto Bianchi entrou mais determinada para a final, pois tinha a pressão sobre si de a todo custo vencer o jogo para brindar os seus adeptos com pelo menos uma conquista na época.
Para o treinador brasileiro também era um jogo de suma importância, pois sendo a segunda época no clube do Catetão era imperioso dar algum título ao clube.
A conquista da Taça de Angola abre, assim, boas perspectivas de continuar ligado ao clube, podendo renovar por mais um ou dois anos, a fim de consolidar o projecto iniciado em 2016, quando chegou ao clube para substituir o seu compatriota Alexandre Grasseli, que após o segundo ano não resistiu à frente do comando técnico dos tricolores.
As duas equipas são os representantes do país na próxima edição das Afrotaças, com o 1º de Agosto nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, e o Petro de Luanda nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação, provas em que os angolanos nos últimos anos ficaram sempre pelo caminho, forçando a redução do número de representantes do país de dois para apenas um em cada competição.
Para atingirem a final da Taça de Angola, a equipa do Rio Seco afastou o Progresso Sambizanga, com vitória de 3-2, na primeira-mão, e empate nulo na segunda, enquanto o Petro de Luanda deixou pelo caminho o FC Bravos do Maquis, com um agregado de 2-1, sendo vitória de 2-0 no jogo de Luanda, e derrota de 0-1, no Luena.

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