Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Meta alcanada

14 de Outubro, 2015
O Recreativo do Libolo revalidou o título de campeão. A equipa de Calulo, com a conquista do Girabola 2015, vai já no seu quarto campeonato. A vitória do campeão nacional não sofre qualquer contestação apesar de nas últimas jornadas ter revelado perca de fôlego, levando a decisão até à última jornada.

Mas no final de contas o que prevaleceu mesmo é ter chegado à meta e levantado o troféu de campeão. A regularidade ao longo da prova, o acentuado nível competitivo e o plantel equilibrado fizeram com que os libolenses não encontrassem muitas dificuldades nem adversários à altura durante toda a primeira volta e metade da segunda, fazendo que gerissem o campeonato sem grande pressão.

Em cinco anos, a equipa chega ao quarto título, superando já o ASA que era a terceira força em termos de conquistas de Girabola, atrás do Petro de Luanda (15 títulos) e 1º de Agosto (nove). Nesta caminhada é razoável admitir que se os investimentos mantiverem os mesmos níveis ou melhorarem rapidamente, o Libolo poderá ameaçar os dois colossos do futebol doméstico.

Aliás, quer o Petro de Luanda. quer o 1º de Agosto tiveram mais um ano em branco, prolongando o jejum que já leva bons anos. Os petrolíferos não ganham desde 2009, enquanto que a seca dos militares é ainda maior, desde 2006. A equipa do Catetão mesmo sem ter entrado este ano com o estatuto de candidato fez a sua pior campanha de sempre, ao quedar-se na sétima posição.

Já a turma do Rio Seco, assumidamente candidato desde a primeira hora, teve um arranque de campeonato atípico, que praticamente ditou a sua sentença neste Girabola recém terminado, apesar de no último terço do campeonato ter encetado uma recuperação extraordinária que lhe permitiu terminar a prova com os mesmos pontos que o campeão nacional. Mas o esforço soube, infelizmente, a muito pouco.

Em 2015, o Girabola contou basicamente com os mesmos candidatos à excepção do Petro de Luanda que renunciou publicamente. No topo, a luta pelo título teve como intervenientes Recreativo do Libolo, Kabuscorp do Palanca, 1º de Agosto e Benfica de Luanda. Embora o Interclube durante as primeiras jornadas tenha dado um ar da sua graça, pensamos que foram aquelas as equipas que do ponto de vista competitivo mais se bateram para impedirem o Libolo de chegar à consagração.

Mas apesar desta forte concorrência, a equipa de Calulo mostrou uma vez mais que veio para mudar o curso da história e acabar a bipolarização que o Petro de Luanda e o 1º de Agosto faziam do Girabola.

O título de campeão é, pois, merecido e valoriza mais ainda a nossa competição interna. O campeão nacional tem agora a empreitada de elevar os níveis competitivos para que desta vez tenha um desempenho diferente na Liga dos Campeões Africanos em representação do país. As duas experiências anteriores não foram nada famosas.

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