Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Militares e o ttulo

28 de Junho, 2017
\"(...) os primeiros cinco ou seis jogos serão muito importantes para nós, pois, não podemos claudicar nestes primeiros cinco ou seis jogos. Aí é onde nós podemos começar a definir, se podemos ganhar o campeonato, ou não\".

Estas palavras foram proferidas por Ivo Traça, treinador -adjunto do 1º de Agosto, quando fazia o balanço da primeira volta do Girabola Zap, e a projecção da segunda.

O técnico militar pode ter condicionado a revalidação do título, a eventuais resultados positivos, nas primeiras cinco/seis jornadas do campeonato. É como se deixasse a ideia de que o campeão nacional estava proibido de perder pontos, no primeiro terço da segunda volta.

Com possibilidade de adiar os jogos, a partir da jornada passada, em virtude de dispensar à Selecção Nacional mais de dois jogadores, o 1º de Agosto decidiu por iniciativa do seu treinador, Dragan Jovic, correr alguns riscos e jogar sem as influentes peças, casos de Dany Massunguna, Nelson Luz, Natael e Schow.

No domingo, diante do Recreativo da Caála, a equipa militar não tirou proveito do facto do líder, Petro de Luanda, não jogar para apossar-se da liderança, ainda que provisória do Girabola, e quiçá, controlar as rédeas na caminhada rumo à revalidação do título, e afastar a dependência de terceiros.

Em casa, e diante dos seus adeptos, o 1º de Agosto consentiu um empate nulo, perdeu a possibilidade de reassumir a primeira posição, lugar onde esteve em jornadas anteriores.

Ivo Traça disse que não poderiam claudicar nos primeiros cinco/seis jogos, o empate com o Recreativo da Caála pode começar a ser visto como um obstáculo à revalidação? Será que quando o técnico se referiu em claudicar, falava só de derrotas? Ou, qualquer ponto perdido neste lapso temporal, entre a 16ª e 20/21ª jornadas, poderá de facto condicionar a conquista do título nesta época?

São questões que podem suscitar interpretações diferentes, todavia, as \"bocas\" mandadas por Ivo Traça podem provocar alguma mossa entre os adeptos militares, que vêem nestes pontos perdidos com a Caála, um sério aviso.

Agora, a expectativa é saber como a equipa vai gerir este \"desaire\". O seu próximo adversário é o 1º de Maio de Benguela, um antigo \"rival\" que sempre provocou algum desconforto aos militares, nos jogos em Luanda, embora, hoje por hoje, exista um fosso em termos competitivos entre as duas equipas.

Depois do abanão frente ao Recreativo da Caála, a ver vamos que 1º de Agosto teremos, na próxima jornada!

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