Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Militares em parada

21 de Março, 2014
Esta é uma situação que não deve estranhar a ninguém que se sinta homem de mãos dadas com a actividade desportiva.

E pior ainda quando se esteja a falar de uma equipa de referência, uma equipa com nome, enfim, uma equipa com algum império montado.

Infelizmente no 1.º de Agosto vive-se este ambiente nebuloso, porque a equipa ainda não conseguiu reagir em três jornadas disputadas no campeonato nacional de futebol da primeira divisão. É certo que na sua condição encontramos outras.

Mas muitas vezes, quando se está em condição crítica, leva-se imediatamente em consideração o nível competitivo, o histórico e o prestígio. Equipas há que podem fazer metade da primeira volta só com derrotas, sem que a situação preocupe, tão-pouco dá matéria de exploração jornalística.

O 1.º de Agosto é de primeiro plano, um eterno candidato ao título. Logo, quando visto a fazer uma espécie de travessia do deserto, a situação chama a atenção geral, o que está exactamente a acontecer neste momento. Os adeptos estão inconformados e vão pressionando a direcção do clube no sentido de tomar medidas correctivas que permitam à equipa levantar a cara e cair no real.

Quanto a nós, sensibiliza-nos a forma calculista como o presidente Carlos Hendrik e o seu elenco tem sabido gerir este dossier. Na verdade, não deve a direcção deixar-se influenciar pela voz dos adeptos do clube. Para toda e qualquer decisão é preciso que se avaliem um conjunto de factores.

O campeonato está apenas no começo e três derrotas consentidas não desarticulam a balança. Estamos a descontar aqui a competição africana. A equipa, que entrou para o campeonato rotulada como candidata ao título, ainda continua a sê-lo. A perda de nove pontos não pode ser o suficiente para atirar já a toalha ao tapete. É preciso acreditar que a inversão do quadro é possível.

Mais do que isso, não se pode dizer que a equipa tem jogado um futebol péssimo. Longe disso, em todos os jogos tem sabido mostrar a sua garra, a sua determinação, embora pouco feliz na concretização. É um caso que pode ser corrigido. Mudar a equipa técnica nesta altura não sabemos se é a solução mais prática.

O sensato é serenar os ânimos, deixar a equipa trabalhar e ver como se vai comportar pelo menos até meio da primeira volta. Porque é preciso não perder de vista que as equipas que hoje somam vitórias também podem conhecer derrotas no curso da prova, e se o 1.º de Agosto ultrapassar a fase de derrotas vai igualá-las classificativamente quando menos se esperar.

A situação não é alarmante para que se parta já para medidas duras. Os adeptos devem ter confiança na sua equipa e reconhecer que ela possui capacidade de reacção que a pode levar à recuperação, na sequência das jornadas e do percentual de pontos perdidos. A calma e a serenidade podem ser o segredo do sucesso.

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