Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Militares j respiram

20 de Abril, 2015
Quem te viu e quem te vê”! Eis um provérbio que assenta perfeitamente no percurso (Girabola2015) do 1º de Agosto. Um mês atrás, a equipa segurava a “lanterna vermelha” do Campeonato Nacional de futebol da primeira divisão. Hoje, fruto de uma reviravolta sensacional, ocupa a terceira posição com 14 pontos, os mesmos que o segundo classificado, no caso o surpreendente Progresso da Lunda-Sul.

O clube anémico, perdedor, a praticar um futebol sem rei nem roque, com os adeptos desmotivados e tristonhos, reencontrou a alma e o futebol – afinal, o mais importante –, deu um salto de gigante depois de um período cinzento.

De resto, talvez se possa argumentar de que o 1º de Agosto estivesse numa situação de subalternidade, mas o estilo agressivo e inspirado dos dias de hoje, configuram quatro vitórias consecutivas, deixam para trás os temíveis dias de incertezas e de sombra .

Mais uma vez fazendo recurso à sabedoria popular, “ para ter sucesso, é preciso ter ideias definidas” e assim foi e os jogadores puderam assimilar. O importante é ter uma visão da forma como queremos ver a equipa crescer. Depois do período menos bom e da fraqueza registada, perante o sofrimento momentâneo das derrotas sofridas, aí está a ressurgir a fortalecer-se com o combustível para mais esse ano de batalha.

Treinar, gerir homens, lidar com pessoas, ter um bom staff, encontrar uma causa para que os jogadores possam lutar. É isso que acontece no rio seco, depois da tempestade.

O ambiente no seio da equipa é diferente dos dias atrás. Esta semana tem pela frente mais um obstáculo importante que se chama Petro de Luanda. Uma equipa com o orgulho ferido, depois da derrota caseira diante da Académica do Lobito. E o sentimento não pode parar, independentemente do nome do adversário.

Esta subida significativa da parte da equipa militar tem muito a ver com as escorregadelas dos seus adversários. Para se ter uma ideia concreta, deve dizer-se que à entrada da sexta jornada, o 1º de Agosto somava quatro pontos, na penúltima posição, contra 12 do líder, o Interclube. Eram menos oito pontos.

Hoje, a situação é bem diferente. Mudou para melhor. Soma 14 pontos contra 17 do conjunto do Rocha Pinto. Menos três pontos apenas. Ganhou nada mais que cinco pontos. Uma situação que ilustra o momento que atravessa a equipa.

É uma verdade que não ganhou nada. Mas o ascendente ajuda a elevar o espírito competitivo da equipa, a fortalecer o estado anímico dos jogadores, assim como a motivação dos sócios, simpatizantes e adeptos.

O Progresso, outras das equipas com um início nada condizente, deixou o última lugar, depois da vitória diante do Desportivo da Huíla. A “chicotada” parece ter dado o primeiro fruto. As próximas jornadas podem ser determinantes para os sambilas sonharem com os propósitos da sua direcção.

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