Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Misso cumprida

19 de Outubro, 2015
A primeira edição da Volta a Angola em bicicleta terminou com a consagração dos angolanos num ambiente de festa, a igual do que aconteceu ao longo dos 11 dias de competição que levou os 85 ciclistas em prova a percorrer mais de 1.156,8 quilómetros de estrada asfaltada, por nove províncias do país.

Com orgulho, os angolanos podem dizer que a missão foi cumprida. Ao mundo, podemos mostrar os ganhos da Paz nestes 13 anos em que as armas se calaram, e o país que construímos nestes 40 anos da Independência Nacional. Pelas cidades e estradas por onde passou, a Volta a Angola em bicicleta foi sempre recebida de braços abertos pelas populações locais que, com alegria, exteriorizavam o sentimento de viverem num país que caminha para o desenvolvimento, num clima de harmonia.

A competição serviu para mostrar aos visitantes, e não só, as potencialidades que o país tem em termos de turismo e de perspectivas económicas, além das infra-estruturas que se erguem e que dão sustentabilidade ao crescimento da sua economia. A prova que contou com ciclistas convidados de São Tomé, República Democrática do Congo, Moçambique, Cabo Verde, Portugal, França, teve o arranque na província do Bié no dia 7, passando pelas províncias do Huambo, Benguela, Cuanza Sul, Cuanza Norte, Malange, Uíge e Bengo, com chegada na capital do país.

É certo que outras províncias estavam, também, em condições de albergar etapas desta edição e fizeram questão de mostrar isso, o que poderá acontecer em outras ocasiões, porque o êxito desta primeira edição permite clarificar o futuro às próximas realizações. O ciclismo saiu fortalecido com a prova que terminou domingo, e há que tirar proveito do interesse manifestado pelos jovens e crianças das localidades por onde a competição passou, que aguardam agora pela sua oportunidade para se ini ciarem na modalidade, à espera de um dia poderem chegar às grandes pedaladas.

No capítulo desportivo, os angolanos souberam honrar as cores da bandeira nacional. Os títulos individuais e por equipas ficaram em casa, com Igor Silva e Benfica de Luanda, distinções que acabam por ser boas referências para o ciclismo nacional, quando em prova estiveram atletas de países com forte tradição ciclística, particularmente de Portugal e da França.

De acordo com os "experts", a média de andamento desta Volta a Angola em nada ficou a dever às grandes competições mundiais, como, por exemplo, o "Tour" de França ou o Giro da Itália. A Volta a Angola terminou ontem tal como começou, num ambiente festivo, que contagiou os amantes do ciclismo e os desportistas, no geral. Uma prova que fica para a posteridade, numa altura em que o país se prepara para testemunhar os 40 anos da Independência.

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