Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Misso dos Palanquinhas

07 de Março, 2019
A selecção nacional de futebol em Sub-17 volta a jogar hoje no Torneio Internacional de Desenvolvimento, na Turquia, diante do Senegal depois de na estreia, na passada terça-feira, ter perdido com o Montenegro. Com ambições modestas, os Palanquinhas tomam parte deste torneio com objectivo mais voltado para a rodagem do grupo, tendo em vista outros compromissos em agenda.
Seja como for, na mesma é importante primar por um desempenho exemplar, que tenha reflexos numa classificação que não belisque a imagem e o prestígio do futebol angolano. À partida, participam no torneio selecções de países com forte tradição no futebol mundial, prevendo-se, à despeito disso, que a disputa não venha ser fácil.
Ainda assim, haverá toda a necessidade de fazer o possível e o impossível, a ver se consegue alcançar algum equilíbrio nos resultados. Pois, uma coisa é empatar ou perder por margem mínima, outra é se converter numa presa fácil, para os demais concorrentes. Esta última condição é que não esperamos, tampouco esperam o próprio Paulo Gonçalves e sua rapaziada.
Mas o contacto a ser estabelecido, com equipas mais rodadas, porque nos seus países há disputa regular de campeonatos nos escalões inferiores, será de extrema importância para a busca de rodagem e maturidade que se pretende, para fazer face às obrigações do Campeonato Africano das Nações, a disputar-se em Abril próximo na Tanzânia.
De resto, com as dificuldades financeiras enfrentadas pelas federações nos tempos que correm, situação que obriga a participar em competições muitas vezes sem possibilidade de estágios pré-competitivos, diríamos que o Torneio Internacional de Desenvolvimento da Turquia veio apenas a calhar, com vantagem do calendário também facilitar, já que o intervalo de uma a outra prova será mínimo.
No CAN, Angola tem como meta passar a primeira fase e tentar alcançar uma classificação mais honrosa, que deverá se situar entre os quartos-de-final ou as meias-finais, sem que estejam proibidos a sonhar mais para lá. E é bom que o pensamento seja este, positivo. Pois, só quem pensa vitorioso é capaz de superar obstáculos e ir competitivamente mais além.
Será importante lembrar, que o CAN da Tanzânia qualifica para o próximo campeonato do mundo. Ou seja, os primeiros quatro classificados, o mesmo equivale em dizer os semi-finalistas, vão representar o continente africano no Mundial da categoria, a disputar-se em Setembro próximo, no Perú. No CAN, Angola está inserido no Grupo A, ao lado das congéneres do Uganda, Nigéria e da própria Tanzânia.

Últimas Opinies

  • 21 de Setembro, 2019

    Craques que buscam afirmao alm-fronteiras

    É por demais sabido, que a história do futebol angolano regista o nome de ex-jogadores, que ajudaram a elevar o nome do país além-fronteiras.

    Ler mais »

  • 21 de Setembro, 2019

    Talentos angolanos ofuscados na dispora (?)

    Hoje, neste espaço assinado “A duas mãos”, concordamos escrever sobre um assunto de suma importância e que merece a nossa atenção, até porque, sem desprimor para outros, as questões sobre os futebolistas angolanos que actuam na diáspora, com particular destaque para os novos talentos que têm, nos últimos tempos, preenchido largos espaços na média desportiva e não só.

    Ler mais »

  • 21 de Setembro, 2019

    Cartas dos Leitores

    Os adversários são bons, os grupos são fortes e têm boas selecções.

    Ler mais »

  • 21 de Setembro, 2019

    Crise petrolfera

    Há maus ventos no Petro Atlético de Luanda

    Ler mais »

  • 19 de Setembro, 2019

    Futebol nacional deve ser revolucionado? (II)

    A semana precedente fechei o texto com o seguinte argumento: “A meu ver, já não se pode gastar dinheiro em vão com o futebol.

    Ler mais »

Ver todas »