Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Misso dos Sub-20

21 de Julho, 2016
Nos desafios que se colocam ao homem, nunca o optimismo deve ceder ao desânimo. É preciso acreditar até ao limite. Aliás, não é sem razão que se diz, que "a esperança é a última a morrer". Nada se deve dar por perdido, quando se vislumbra alguma janela aberta, para se evitar o colapso, a tragédia, o fracasso, enfim, a falência.

No desporto, a realidade deu-nos a ver soluções de casos, que à partida pareciam perdidos. Quantas não foram as vezes em que vimos equipas virar os resultados "in extremis"?. Quantas outras equipas defraudaram os adeptos que já se preparavam para deixar o Estádio em cânticos e com bandeiras erguidas? Foram vezes incontáveis.

Por isso, dar-se por derrotado porque leva-se alguma desvantagem no jogo ou na eliminatória anterior, é para os fracos. Os fortes partem para a luta, com as espadas desembainhadas ou não, em busca da glória e se o diabo fizer das suas, deixam a quadra vergados ao ónus da derrota, mas de cabeça erguida, porque tudo fizeram, embora sem sucesso, para darem outra história ao desafio.

Tudo isto, para dizer que a Selecção Nacional de Sub-20, que disputa as qualificativas ao CAN'2017, na Zâmbia, ainda não perdeu o comboio nesta competição. Tem condições para dar a volta ao resultado desvantajoso do jogo dos primeiros 90 minutos com o Egipto. O resultado foi magro, e mais do que isso, Angola tem a seu favor o factor casa, que deve explorar.

Estamos certos que o aturado trabalho que está a desenvolver às ordens de Samy Matias visa essencialmente este objectivo. Jogar a cartada decisiva e salvar-se do naufrágio. É certo que o Egipto não é uma presa fácil. É uma selecção com forte investimento e está a fazer um torneio qualificativo regular. Mas isso, não expressa tudo.

A nossa selecção mostrou também ser excelente, perdeu por 1-0 fora de portas, diante da selecção de um país de forte tradição no futebol africano, não é e nunca foi, obra fácil. A magreza do resultado explica por si só que resistência Angola ofereceu no confronto da primeira -mão. Logo, quem se impõe fora de casa, pode fazer mais e melhor no seu reduto.

Os angolanos acreditam que a selecção tem arcaboiço suficiente para fazer face à investida do adversário. E no sábado prometem encher o Estádio, para tributar à equipa o calor necessário, o embalo para um resultado que corresponda às suas ambições. Depois do primeiro confronto, as equipas conhecem as estratégias de jogo de cada. Este, é também um factor de vantagem.

Enfim, acreditamos que nada ainda está perdido. O trabalho a ser desenvolvido nos últimos dias visa a conquista de um melhor apuro. Enfim, o segredo para um bom resultado é revelar uma maior atitude em relação ao jogo passado. Evitar erros e revelar-se eficaz em todas as investidas. O resto vem por tabela.

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