Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Moldes do Zonal

02 de Abril, 2017
Um apuramento que não sofre qualquer contestação, e ao invés, levanta algumas interrogações acerca dos moldes de qualificação para a fase final, porquanto, equipas nacionais como a nossa, com o poderio que tem, desfila a sua classe no torneio qualificativo e sem opositores à altura, acaba por fazer turismo na prova, isso sem qualquer desprimor para os restantes competidores, e condiciona o calendário da competição interna, com os transtornos advenientes.

As equipas valem o que valem, é preciso reconhecer que ao nível da nossa zona o \"cinco\" nacional não tem, por enquanto, equipas que façam frente, e tal facto foi visível no Zonal de Lusaka, em que terminou invicto, sem desbobinar todo o seu basquetebol.

A Zâmbia e a África do Sul são equipas que também competiram na prova, mostraram estar muitos furos abaixo dos hendecacampeões africanos, e por força disso acabaram por arrasar a concorrência com média de pontos de 85 por jogo.

O órgão reitor da modalidade, devia arranjar formas de facilitar a vida às selecções como a de Angola, que estão nos primeiros lugares do ranking continental, porque não é nada atractivo chegar, ver e convencer, quando não há adversários à altura.

Para o conjunto angolano, a qualificação era à partida, um dado adquirido e só uma hecatombe impedia o conjunto angolano de chegar a Brazzaville, com o fito de reassumir a hegemonia no continente.

O momento é de reajustes, e definir estratégias enquanto decorre a competição interna com a disputa do BickBasket, que vai definir o campeão nacional, e que acaba por dar mais jogos aos potencialmente seleccionáveis a defender as cores do país, na capital congolesa.

O \"Africano\" de Brazzaville em nada se compara à prova da Zâmbia, em função dos objectivas de equipas como a Nigéria, actual detentora, ou mesmo da Tunísia, antiga campeã continental, que esperam voltar a erguer o ceptro, e que por esse facto constituem adversários de respeito do \"cinco\" nacional, que espera fazer jus ao seu estatuto de equipa mais titulada em África.

E, por isso, todo o trabalho deve enveredar na mesma direcção.

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