Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Montreux em projeco

10 de Abril, 2017
A Selecção Nacional de hóquei em patins prossegue a sua preparação na localidade portuguesa de Santa Maria da Feira, tendo em vista a participação de 12 a 16 do corrente na 67ª edição da Taça das Nações em Montreux, onde tem como objectivo competitivo obter uma classificação ao nível do seu escalão à escala mundial.

Fernando Fallé mantém o mesmo grupo de atletas com que vem trabalhando desde Luanda, e espera contar, a partir de hoje, com o concurso dos internacionais angolanos Francisco Velude (guarda-redes), André Centeno e Alberto Mendes(defesas médios) e João Pinto (avançado). Espera-se, deste modo, que mais uma vez tenham uma entrega de corpo e alma ao trabalho, quanto mais não seja uma forma de compensar a confiança que neles foi depositada.

A poucos dias do evento, espera-se que o grupo de trabalho acerte o passo, sobretudo porque os outros países têm desenvolvido uma intensa preparação compatível às suas ambições, prevendo-se a partir daí que não venham a conceder facilidades. Há que estar preparado para tudo. Mas, antes devemos nos preocupar connosco mesmos, com aquilo que deve tipificar a nossa estratégia.

Em resumo, a selecção precisa, independentemente de qual venha a ser o desfecho da sua participação no torneio de Montreux, mostrar aos adversários a sua capacidade de luta, a qualidade do seu hóquei em patins. Afinal no país também se tem desenvolvido um trabalho sério e aturado em torno de processos de formação que visam trazer à ribalta novos valores.

Uma selecção de um país como Angola, já com algum histórico no hóquei mundial, onde integra a primeira divisão, precisa mostrar a sua raça, a sua maturidade. Os resultados negativos do passado não podem ser tomados como consequência de um processo regressivo, mas como consequência lógica do próprio jogo desportivo, onde a vitória e a derrota caminham lado a lado.

Sobre os adversários que a equipa nacional vai defrontar no seu agrupamento, podemos aferir que o sorteio não foi pai para o combinado nacional, foi padrasto. De resto, Angola vai ter a ingente missão de defrontar selecções como da Espanha, Portugal e Chile, sem dúvidas as mais cotadas do hóquei mundial. Mas não vamos à luta já derrotados à partida, mas para enfrentar os adversários.

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