Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

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07 de Julho, 2017
Ficamos, pelo que nos deu a ver a Selecção Nacional de futebol na disputa da Taça Cosafa, com a sensação de que com mais trabalho o grupo pode atingir a excelência e passar a encarar os próximos compromissos com maior segurança e confiança em si mesma. Beto Bianchi e seus auxiliares estão a realizar um trabalho sério e responsável, que pode dar frutos a médio ou curto prazo.

Nos jogos que disputou a equipa já mostrou outra desenvoltura. É certo para o público, exigente como sempre, a classificação acabou por não agradar. Mas a prestação acabou por ser positiva. Já foi notório um fio de jogo coordenado, restando apenas limar algumas arestas para que as jogadas ensaiadas possam ter uma melhor finalização. De resto, nos foi permitido fazer uma leitura mais detalhada sobre a reacção colectiva e individual do conjunto.

Pelo menos não voltamos a ver o mesmo futebol atabalhoado, com jogadas mal interpretadas com que nos têm brindado os Palancas. Mesmo no jogo de Ouagadougou, que contou com o concurso de jogadores que actuam em outros campeonatos, a selecção apresentou-se bem, apesar de ter perdido, mostrou alguma ousadia e atitude em campo, sendo isto que por ora mais interessa.

Não é que as vitórias não sejam interessantes. Mas para uma selecção que desaprendeu ganhar, quando apresenta um futebol alegre e vistoso, que permite acreditar no futuro já é positivo. Porque uma coisa é perder com futebol paupérrimo e outra é fazê-lo mas com futebol aceitável, pois em jogo nem sempre ganha o intérprete do melhor futebol em campo.

Vimos pelo menos uma equipa longe daquela que se tem apresentado sem fulgor na quadra, que se deixa dominar sem oferecer resistência ao adversário. Será importante que se dê continuidade ao trabalho que tem vindo a ser efectuado de modo que possamos encarar os torneios qualificativos ao CHAN\'2018 e ao CAN\'2019 com maior dose de confiança e expectativas elevadas.

É evidente que não é em duas, três ou quatro sessões de treino que se vai maturar uma equipa. Isto é algo que se alcança com o tempo e mais do que isso, com muito trabalho em grupo. E porque não podemos e nem devemos privilegiar o pessimismo, vamos acreditar poderá chegar-se a este estágio. Pelo menos já há indicativos seguros.

A despeito disso, esperamos a partir de agora por uma selecção com mais agressividade, com maior expressão competitiva. Auguramos uma equipa mais preocupada com o sofrimento daqueles que nela se revêem. E isto passa pela conquista de resultados positivos. É certo que em competição há possibilidade de todos os resultados, mas a tendência é sempre lutar pelos positivos, sendo estes que levam à consagração.

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