Jornal dos Desportos

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Opinio

Movimentaes da pr-poca

18 de Dezembro, 2015
A movimentação que se observa no futebol nesta altura da pré-época não deixa de ser interessante, com todas curiosidades que ela encerra, ante a expectativa dos adeptos e sócios desta ou daquela agremiação, que querem sempre estar por dentro destas movimentação.

Transferências de jogadores, contratação de novos treinadores, fim de "casamento" entre jogadores e clubes, são assuntos sempre apaixonantes para quem tem o futebol como modalidade e eleição, temas que tanto em Angola como fora do país acabam por ser demasiado mediáticos, matérias para suculentas peças jornalísticas.

O período de defeso do futebol nacional não implica necessariamente a paragem da actividade dos clubes. Muitos deles, com os objectivos cumpridos no campeonato ou por se sentirem incapazes de alcançarem as metas traçadas, concretamente aqueles que desistiram da corrida para o título quase precocemente, começaram a preparar o Girabola de 2016 ainda no decorrer da prova transacta, e por esta altura já devem ter as coisas alinhavadas para a temporada que se avizinha.

No Kabuscorp do Palanca não há meias palavras e os pronunciamentos de treinadores e dirigentes apontam para a luta pelo título. A agremiação do Palanca mantém o técnico Miller Gomes, que já referiu que todos querem o troféu do próximo Girabola, responsáveis ao mais alto nível, treinadores e atletas.

Ideias reforçadas com novas contratações, particularmente de jogadores estrangeiros do Congo Democrático, além de atletas nacionais, que podem ajudar a esquecer a saída do camaronês Albert Meyong, que foi uma das grandes referências do clube nos últimos anos.

No Petro de Luanda, a grande novidade pode ser, certamente, a contratação de um treinador espano-brasileiro, Beto Bianchi, para o lugar de Alexandre Grasseli. O novo timoneiro teve passagem pela Ásia, onde treinou na Indonésia e na Jordânia, mas pela primeira vez tem contacto com o futebol africano, daí a curiosidade dos adeptos petrolíferos que esperam ver a sua equipa a lutar pelo título, para que a agremiação não deixe fugir o espírito ganhador que sempre caracterizou o conjunto.

O campeão Libolo nunca faz alardes das suas contratações, preferindo, ao invés, trabalhar no silêncio, para que não tenha que aturar a concorrência nos seus negócios (contratações), e isso, em parte, tem contribuído para o seu êxito.

É evidente que muitas mais movimentações se registam. Nfinda Mozer, que levou o 1º de Maio de regresso ao Girabola permanece na equipa proletária, e o mesmo acontece com Albano César, no Progresso, Kito Ribeiro, no Progresso da Lunda Sul, Ivo Traça, Desportivo da Huíla, o que significa que grande parte das equipas intermédias preferiu manter os respectivos técnicos.

Atitudes comedidas que podem reflectir um novo pensamento dos seus dirigentes, quando à gestão do futebol das equipas que dirigem.

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