Jornal dos Desportos

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Opinio

Mudanas no basquetebol

21 de Fevereiro, 2017
Soe dizer-se que quando há vontade de trabalhar ou de realizar determinadas acções não pode haver desperdício de tempo. A direcção da Federação Angolana de Basquetebol eleita nas eleições de sábado último, não quer perder tempo para entrar em actividade.

Tanto assim é que, contrariamente àquilo que é comum nas outras instituições, dando-se muitas vezes uma larga margem de tempo entre a eleição e a investidura, Hélder Cruz "Maneda" e pares tomam já posse no próximo sábado.

Aliás, o novo homem forte da FAB disse à imprensa que havia celeridade na materialização das linhas de força apresentadas pelo seu elenco durante a campanha.

É certo que não é em uma semana que vai dar solução aos problemas que, eventualmente, estejam identificados a nível da modalidade. Mas não é má a iniciativa de partir-se já para as acções depois do blá, blá que caracterizou o processo de campanha.

Na verdade, muitas vezes nos questionamos sobre as razões que levam determinados elencos directivos, seja em clubes, associações provinciais ou em federações, a queimar largo tempo para a investidura.
Quem encara o factor trabalho com alguma dose de responsabilidade não se dá ao luxo de assistir o tempo a passar. Aliás, a federação praticamente esteve parada ou a funcionar a meio gás a partir de altura em que oficialmente cessou o último mandato.

Dai é que podemos calcular que muita coisa estará pendente. A empreitada que espera pela nova direcção não é pouca, sendo que estamos no ano da realização do Campeonato Africano das Nações, em que o objectivo principal consiste, indubitavelmente, no resgate do título africano perdido na edição passada, disputa na Tunísia, a favor da Nigéria.

O evento acontece em Agosto próximo no Congo Brazaville, e a federação tem a responsabilidade de gizar um programa que propicie uma boa campanha para o "cinco nacional".
Resta, desde já, saber se a nova direcção vai trabalhar com o programa da direcção cessante, que supomos ter sido já concebido, ou vai partir para o seu próprio programa.
Por exemplo, sabemos que no último Afrobasket, Angola foi tecnicamente orientada por Paulo Macedo, tendo o seu compromisso cessado logo a seguir. Até aqui a selecção não tem uma equipa técnica.

Este é outro dossier com que poderá lidar Hélder Cruz e seu elenco. E pelos visto o tempo já não está tanto a favor. Pois Agosto é já aqui na próxima esquina. Haverá, por tudo isso, ainda um longo caminho a palmilhar.
Encontrar no mercado local ou externo um treinador a altura de incutir à equipa nacional o espírito ganhador que lhe é característico e partir para Brazaville com a confiança e com a serenidade de fazer aquilo que não foi capaz em Tunis.

Aqui também coloca-se a mesma questão que vive o futebol. Haverá tempo suficiente para um estrangeiro se enquadrar? Se calhar, convirá olharmos para o mercado interno. Por ai se pode inferir que há todas razões de a nova direcção pretender entrar já em funções. Afinal não é pouco o trabalho que lhe espera.

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